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Duplicação do Tegram fica para 2019, de olho na safra

Inicialmente, ampliação do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), no Porto de Itaqui, estava prevista para o segundo semestre de 2016

Coluna do Broadcast Agro, O Estado de S. Paulo

08 de janeiro de 2018 | 05h00

O crescimento abaixo do esperado da produção na área do Matopiba está retardando a duplicação do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), no Porto de Itaqui. O consórcio que o administra admite adiar as obras para 2019. Inicialmente, a ampliação estava prevista para o segundo semestre de 2016, quando se esperava uma colheita ampla na região considerada a nova fronteira agrícola do País. Mas períodos de seca e queda da produtividade na safra daquele ano no Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia, Estados que compõem o Matopiba, frustraram a expectativa de crescimento. Em 2017 o desempenho foi 15% superior ao de 2016, com 4,4 milhões de toneladas de grãos embarcadas pelo terminal, porém ainda abaixo dos 4,6 milhões de toneladas que o consórcio espera para iniciar as obras de expansão. “Tudo vai depender do desenvolvimento da safra (de 2018)”, diz à coluna Marcos Pepe Bertoni, porta-voz do consórcio logístico. O Tegram é administrado pelas tradings CGG, Glencore, NovaAgri e Amaggi, além da Louis Dreyfus com a Zen-Noh.

Estaremos lá

A Bayer tem olhado com mais atenção para algumas regiões do País onde a produção avançou nos últimos anos, conta Mauro Alberton, diretor de Marketing Estratégico da empresa no Brasil. Maranhão, Piauí e Tocantins estão entre os Estados nos quais a companhia de defensivos vai intensificar a atuação. Há oportunidades também em Mato Grosso, onde muitas áreas de pastagem poderão receber plantios de soja, diz ele. O reforço nesses Estados poderá se dar com equipes próprias ou com distribuidores locais. 

Do que precisam?

No portfólio da Bayer há defensivos para todas as culturas agrícolas, o que abre a possibilidade de ganho de mercado em várias delas. Alberton diz que a soja e o algodão (na foto) devem receber atenção especial. Segundo ele, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) projeta uma área plantada com a fibra 20% maior em 2017/2018 na comparação com o ciclo 2016/2017, alcançando 1,127 milhão de hectares.

No tempo certo

Blairo Maggi fica à frente do Ministério da Agricultura até o fim de abril. Ele só deixará a Pasta no prazo limite para retornar ao Senado Federal e tentar a reeleição para um segundo mandato pelo PP (partido que mudará de nome para Progressistas) de Mato Grosso. “Minha intenção é ficar até lá”, relata o ministro à coluna. Antes disso, só mesmo se o presidente Michel Temer pedir seu cargo, garante o titular da Agricultura. 

Chuva e sol

Maggi comemora a chuva generalizada e em volume considerável para o desenvolvimento das lavouras na safra de verão. O ministro, no entanto, admite a preocupação com a falta de sol em algumas áreas. A baixa luminosidade prejudica a fotossíntese e pode diminuir o peso dos grãos, lembra o ministro.

Meio-sangue

O mercado de genética bovina leiteira deve continuar se recuperando em 2018, afirma o presidente da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), Sérgio Saud. Para a genética voltada à pecuária de corte, a expectativa é de manter o crescimento do uso da técnica de inseminação artificial, “com retomada dos investimentos em cruzamento industrial”. Saud aposta no incremento do uso da raça angus e de outras de origem europeia.

Ásia à vista

O Certificado Sanitário Internacional que libera a compra de carne suína de Santa Catarina pela Coreia do Sul deve ficar pronto no primeiro trimestre de 2018, conta uma fonte do setor. Já para Taiwan, o governo brasileiro enviou as últimas legislações solicitadas, e a expectativa é de abertura do mercado de aves ainda em 2018.

Tipo exportação

A JBS, empresa do setor de carnes, pretende replicar o modelo de controle de qualidade usado no Brasil em suas unidades do exterior. O sistema, que monitora a produção desde a compra da matéria-prima até a distribuição nos pontos de venda, foi aprovado por Alfred Al Almanza, diretor global de Qualidade e Segurança dos Alimentos da empresa. Ex-funcionário do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos(USDA), Almanza tomou conhecimento do modelo logo ao chegar ao Brasil e sugeriu adotar o sistema globalmente.

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