Lee Jae Won/Reuters
Lee Jae Won/Reuters

finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Durante a pandemia, riqueza de bilionários cresce 25% e ultrapassa os US$ 10 trilhões, diz estudo

Relatório também mostra que pouco mais de 10% dos ricos analisados doaram dinheiro publicamente para ajudar a combater a pandemia

Reuters, O Estado de S.Paulo

09 de outubro de 2020 | 18h39

ZURIQUE - A riqueza dos bilionários alcançou nível recorde durante a pandemia de covid-19, de acordo com um relatório das fundações UBS e PwC. O aumento no preço de ações e ganhos em tecnologia e saúde ajudaram a fortuna dos mais ricos do mundo a ultrapassar a marca de US$ 10 trilhões.

O relatório analisou mais de dois mil bilionários, representando 98% da fortuna total do grupo. Os resultados mostram que o patrimônio deles cresceu mais de 25% durante os primeiros meses da pandemia e alcançou US$ 10,2 trilhões em julho. O recorde anterior, do fim de 2019, era de US$ 8,9 trilhões.

O cenário representa um aumento de cinco a dez vezes na fortuna dos bilionários nos últimos 25 anos, período coberto pela base de dados da UBS e da PwC. Na época, a riqueza do grupo era de pouco mais de US$ 1 trilhão.

Entre 7 de abril e 31 de julho deste ano, bilionários de todas as áreas cobertas pelo estudo viram sua fortuna crescer em dois dígitos. Bilionários da tecnologia, saúde e indústrias lideram o grupo, com ganhos de 36% a 44%.

A pandemia acelerou uma tendência de empresários das áreas de tecnologia, saúde e inovação passarem a frente de outros ultrarricos. De 2018 a julho de 2020, os bilionários da tecnologia viram sua fortuna crescer 42,5% e alcançar a marca de US$ 1,8 trilhão. Já aqueles que têm seu patrimônio derivado da área da saúde aumentaram-no 50,3%, chegando a US$ 659,6 bilhões.

De acordo com o estudo, pouco mais de 10% dos bilionários analisados doaram publicamente cerca de US$ 7,2 bilhões para ajudar a combater a pandemia. O relatório ponderam que as doações de bilionários para combater a crise sanitária e suas consequências provavelmente foram maiores.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.