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Durou muito pouco o otimismo da indústria

Durou pouco a recuperação do Índice de Confiança da Indústria (ICI) medido pela Fundação Getúlio Vargas. Após subir 3,1 pontos entre setembro e outubro, o índice caiu 1,9 ponto entre outubro e novembro e continuou muito abaixo da marca de 100 pontos, que separa o otimismo do pessimismo. Persiste a queda forte em relação a 2014, numa tendência compatível com os indicadores da atividade industrial e do PIB.

O Estado de S.Paulo

27 de novembro de 2015 | 02h55

O setor de manufaturados cortou 48 mil vagas formais em outubro, 336 mil neste ano e 556 mil nos últimos 12 meses, das quais 218 mil no Estado de São Paulo, onde a indústria é mais forte. Mas o corte de pessoal ainda não se traduziu em redução do custo unitário do trabalho na indústria nem em aumento da produtividade, o que faz adiar a recuperação do setor.

A percepção dos empresários quanto ao futuro é inquietante. O ICI é formado pelo Índice de Situação Atual e pelo Índice de Expectativas – e foi este que apresentou o pior resultado em novembro, com queda de 4,4 pontos, chegando a 73,5 pontos. A queda de 11,2 pontos em 12 meses só não foi pior porque até o mês passado ainda havia uma pequena expectativa positiva, baseada no comportamento histórico do setor, que tem em outubro um dos melhores meses do ano.

O Índice de Situação Atual registrou uma queda de 12,9 pontos nos últimos 12 meses, atingindo 75,5 pontos em novembro, mas a tendência foi de relativa estabilidade nos últimos três meses. Pode-se dizer que os industriais já esperavam produzir o que estão produzindo agora.

Os dados de outubro da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgados há pouco, confirmam o ICI. A produção industrial de outubro, segundo a CNI, já havia sido frustrante, considerando que o mês, embora sazonalmente favorável, mostrou queda de 12,2% em relação a outubro de 2014. Em igual período, o uso da capacidade instalada diminuiu de 73% para 66%.

A falta de confiança predomina, diz a CNI: o índice de expectativa de demanda para este mês é de 43,5 pontos, abaixo dos 44,2 pontos de outubro e inferior à linha divisória de 50 pontos, abaixo da qual se entra na zona do pessimismo.

As últimas indicações da pesquisa Focus, do Banco Central, e do Ministério do Planejamento sobre o comportamento da economia em 2015 e 2016 completam o quadro de desesperança, com a admissão de que o PIB cairá mais de 3% neste ano e cerca de 2% em 2016.

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