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Dutra rebate críticas em posse na BR

Para ex-presidente da Petrobrás, ''''o que tem de ser questionado é a capacidade técnica'''' nas nomeações

Nicola Pamplona e Alberto Komatsu, O Estadao de S.Paulo

25 de setembro de 2007 | 00h00

''''A Petrobrás é uma empresa estatal e nomeações sempre foram movidas por indicações políticas. O que tem de ser questionado é a capacidade técnica.'''' Com essas palavras, o novo presidente da BR Distribuidora, José Eduardo Dutra, tentou ontem responder às críticas à sua nomeação para o cargo, que classificou de ''''discriminatórias''''. A cerimônia de posse teve grande presença de lideranças petistas e de aliados políticos sergipanos.Depois da posse do ex-senador Dutra, Gabrielli rumou para o bar Amarelinho, na Cinelândia, tradicional área boêmia carioca, para participar da despedida-desagravo de Ildo Sauer, demitido na sexta-feira da diretoria de gás e energia. Ildo foi exonerado para dar lugar a Maria das Graças Foster, que deixou a BR, num rearranjo capitaneado pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, presidente do Conselho de Administração da estatal.Gabrielli, que ocupou um pequeno palco ao lado de Ildo, admitiu o caráter político da troca de cadeiras. O presidente da estatal fez questãode reafirmar sua amizade com Sauer. ''''Acho que a saída do Ildo decorre de uma conjuntura política concreta, real. Portanto, e eu sei que o Estadão está presente, objetivamente essa substituição do Ildo não vai mudar a ação da Petrobrás, que tem mecanismos de definição de processos e tem um plano estratégico definido'''', disse.Sauer, por sua vez, comemorou a presença de Gabrielli e, brincando, lançou sua candidatura à Presidência da República. ''''O lugar do Gabrielli é o lugar do próprio presidente Lula. Digo isso pela história que eu convivi com ele'''', afirmou Sauer para uma platéia de cerca de 70 pessoas, principalmente funcionários da empresa. O ex-diretor disse que sai da empresa ''''com cabelos brancos, mas com o coração alegre''''.Gabrielli evitou dar entrevistas em todos os eventos dos quais participou. A posse de Maria das Graças na estatal, com a presença de Sauer, ocorreu em cerimônia fechada. Na posse de Dutra, aberta à imprensa, o presidente da Petrobrás sequer comentou as declarações polêmicas feitas na sexta-feira por Sauer, que saiu criticando a política energética elaborada por Dilma Rousseff.Em seu discurso, Gabrielli limitou-se a elogiar a ''''capacidade de articulação'''' de Dutra e sua gestão à frente da Petrobrás entre 2003 e 2005. ''''Quando chegamos ao sistema Petrobrás houve um furor tanto com relação a um sindicalista e ex-senador quanto com relação a um professor universitário maluco'''', afirmou, referindo-se a Dutra e a si próprio. ''''Sou filiado ao PT e tenho orgulho disso. Me sinto capacitado para o cargo'''', disse Dutra.O mercado ainda aguarda mudanças na direção da estatal para acomodar aliados do governo na luta pela prorrogação da CPMF. Até agora, as mudanças envolveram apenas quadros do PT. Sauer, o único a sair até agora, divulgou uma carta na sexta-feira com críticas a Dilma.

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