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Dúvida sobre rumo da Selic permanece

Para alguns analistas, PIB mais fraco do que o esperado abre espaço para novos cortes do juro

Célia Froufe e Ricardo Leopoldo, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2013 | 00h00

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) levemente abaixo das projeções do mercado financeiro aliviou as expectativas sobre a inflação brasileira. Como reflexo dessa percepção, as taxas de juros dos contratos negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) recuaram fortemente ontem. O DI para janeiro de 2009, o mais negociado, caiu de 11,59% para 11,49% ao ano no fim do pregão de ontem.Os analistas, porém, estão longe de um consenso sobre o tema. O estrategista da ARX Capital Management, Sérgio Goldenstein, por exemplo, continua acreditando na continuidade dos cortes da taxa básica de juros (Selic) nas duas últimas reuniões deste ano. Seriam duas reduções de 0,25 ponto porcentual cada, que levariam o juro básico para 10,75%.''''Considero que o dado do PIB reforça a visão de que o ciclo de cortes pelo Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) pode ser mais longo do que o estimado pelo mercado atualmente'''', observou.Goldenstein argumentou, ainda, que uma análise mais detalhada dos números do PIB mostra que o crescimento tem ocorrido de forma sustentável. ''''O PIB vem sendo liderado pelos investimentos e isso é muito saudável.''''Para os economistas do Banco Santander, os dados do PIB confirmam o padrão de crescimento da demanda doméstica em ritmo expressivo, com a diferença entre oferta e demanda sendo compensada por significativo aumento das importações. ''''Tais números reforçam nossa visão de que o ciclo de afrouxamento da política monetária está perto de uma pausa relativamente longa'''', destacou a instituição, em comunicado.A economista-chefe do Banco ABN Amro Real, Zeina Latif, avaliou que o desempenho dos investimentos são positivos para o País, mas só devem repercutir no aumento da capacidade instalada das empresas em 18 meses. Como o consumo das famílias está em expansão, o atual aumento da Formação Bruta de Capital Fixo não deve ajudar a conter no curto prazo o fechamento do hiato do produto (ou seja, a diferença entre o potencial de crescimento do País e a expansão efetiva).''''Todos esses dados não alteraram nossa avaliação sobre a próxima decisão do Copom, pois acreditamos que o BC deve adotar uma pausa na trajetória de redução dos juros na reunião de outubro'''', comentou Zeina.Para ela, o avanço do nível de atividade é um dos principais fatores que estão elevando o consumo das famílias, o que está pressionando para cima os índices de inflação. O IPCA subiu de 0,24% para 0,47% de julho para agosto, enquanto o IGP-M aumentou de 0,28% para 0,98% no mesmo período.A interrupção do processo de queda dos juros, segundo ela, também está relacionada aos efeitos defasados, no nível de atividade, da política de afrouxamento monetário do BC desde setembro de 2005.

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