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Dúvidas para o mercado marcam a 2ª feira

A pressão do mercado financeiro brasileiro nas últimas semanas é por causa do desempenho do candidato pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, nas pesquisas eleitorais e até o presidente do Federal Reserve, Alan Greenspan, e o secretário do Tesouro dos EUA, Paul O´Neill, andaram declarando que o problema do Brasil é político. Nesse contexto, o líder das preferências do eleitorado brasileiro, Lula, veio a público comprometer-se com a geração de superávit primário. A carta-compromisso divulgada neste final de semana durante encontro do partido no fim de semana, trouxe tudo aquilo que o mercado esperava ouvir. Que um eventual governo petista não fará mudanças bruscas na política econômica, honrará os contratos, manterá o esforço pelo superávit primário e a luta contra a inflação, que vai dialogar com a sociedade e até com o atual governo para implementar uma "transição lúcida e criteriosa".Isso deveria diminuir as incertezas sobre a administração da dívida no próximo governo, mas as dúvidas persistem. Segundo um analista, o discurso do candidato petista ameniza, mas não anula as incertezas Por isso, as estimativas para os negócios hoje pela manhã são cheias de dúvidas, segundo alguns analistas consultados pela Agência Estado. Eles dizem que o fato de a cotação do dólar ter atingido as máximas do real na sexta-feira, quando fechou a R$ 2,84, deveria levar o mercado a uma acomodação, ainda que momentânea. Mas avaliam que isso pode não ocorrer. "Pelo patamar atingido, o normal seria o mercado dar uma acomodada para fazer uma reavaliação sobre a real necessidade de dólares, mas se as desconfianças falarem mais alto, essa acomodação pode durar muito pouco", disse um especialista.Para ele, as últimas revisões nas classificações de risco do Brasil e as declarações das autoridades dos EUA podem falar mais alto do que as afirmações do candidato petista, mesmo depois que O´Neill se retratou publicamente afirmando que o Brasil está administrando corretamente o momento atual de crise. De outro lado, no entanto, há o Banco Central que, no ano passado, atuou forte quando o dólar chegou perto dos níveis atuais. Com essas dúvidas, o mercado espera ver o dólar perto da estabilidade na abertura. A definição da trajetória deve vir com o decorrer do dia: ou seguindo a cautela do mercado, ou as incertezas sobre o destino político e econômico da País. Às 10h05, o dólar comercial estava sendo cotado a R$ 2,8220, com queda de 0,63% em relação aos últimos negócios de sexta-feira. No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagam taxas de 26,000% ao ano, frente a 24,490% ao ano negociados ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta de 1,40%.

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