Dúvidas pesam e Bolsas da Europa caem, exceto Lisboa

Mercados reverteram após dois pregões seguidos de alta, sob renovadas incertezas de novas ações para conter a crise na zona do euro

Sergio Caldas, da Agência Estado,

20 de agosto de 2012 | 13h57

Após dois pregões seguidos de ganhos generalizados, as bolsas europeias fecharam quase todas em baixa nesta segunda-feira, em meio a incertezas sobre novas ações para conter a crise da zona do euro. O índice Stoxx Europe 600, que na sexta havia atingido o nível mais alto em 13 meses, caiu 0,49%, encerrando o dia aos 271,50 pontos.

As ações europeias chegaram a subir mais cedo, em resposta a uma reportagem da revista alemã Der Spiegel, segundo a qual o Banco Central Europeu (BCE) estaria considerando limitar os yields (retorno ao investidor) dos títulos dos países que mais sentem os efeitos da crise, como Espanha e Itália.

O BCE retrucou, no entanto, que a reportagem da publicação estava "absolutamente equivocada". Além disso, o Banco Central da Alemanha, o Bundesbank, voltou a enfatizar sua oposição à estratégia do BC europeu de comprar dívida soberana para ajudar a diminuir os custos de financiamento da área do euro.

Desde a semana passada, correm rumores de que a Espanha estaria se preparando para pedir um pacote de ajuda, o que abriria caminho para o BCE retomar as compras de títulos soberanos.

Em Londres, o índice FTSE 100 recuou 0,48%, a 5.824,37 pontos. As mineradoras tiveram o pior desempenho do dia. Evraz caiu 4,2%, ENCR cedeu 3,4% e Lonmin perdeu 4,6%. Esta última continua com operações limitadas na mina sul-africana de Marikana, após a onda de violência que deixou 44 mortos durante uma greve de trabalhadores da empresa.

O índice CAC-40, de Paris, fechou em baixa de 0,22%, aos 3.480,58 pontos. Os bancos tiveram fortes perdas, com Crédit Agricole, Société Générale e BNP Paribas recuando 4,5%, 3,6% e 1,8%, respectivamente.

Em Madri, o índice Ibex-35 registrou a maior queda do dia, de 1,21%, terminando a sessão aos 7.469,60 pontos. No setor financeiro, caíram Bankia (-4,63%), Bankinter (-2,31%), BBVA (-2,15%) e Banco Popular Español (-2,07%). Repsol foi outro destaque de baixa, com perda de 4,3%.

O índice FTSE Mib, de Milão, teve a segunda pior performance, com baixa de 1,01%, para 14.971,88 pontos. Mediaset e Finmeccanica contabilizaram as maiores quedas na bolsa italiana, de 6,3% e 5%, respectivamente.

Em Frankfurt, o índice Dax encerrou aos 7.033,68 pontos, 0,10% abaixo do nível de sexta-feira. A Infineon, fabricante de semicondutores, recuou 3,8% após o JPMorgan dizer em relatório que não há motivo para otimismo com as ações da empresa no curto prazo. Também fecharam em território negativo Deutsche Bank (-1,42%) e Lufthansa (-1,40%).

A exceção desta segunda entre as principais bolsas europeias foi a de Lisboa. O índice PSI-20 avançou 1,17%, para 4.966,21 pontos, após o Ministério de Finanças de Portugal informar que fornecerá 135 milhões de euros em ajuda para a região autônoma dos Açores, que não conseguiu refinanciar sua dívida. Pelo acordo fechado, o arquipélago poderá receber outros 50 milhões de euros.

Entre bolsas menores, a de Atenas caiu 2%, com o índice ASE a 626,22 pontos. A pressão veio da unidade local da Coca-Cola, cujas ações tombaram 5,4%. As informações são da Dow Jones.

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