DVD: preços promocionais para o Dia das Mães

Na semana que antecede o Dia das Mães, dois grandes fabricantes de eletroeletrônicos marcam posição para ganhar mercado de DVD, um produto novo, cujo apelo de consumo poderá driblar a desaceleração nas vendas do varejo registrada no mês passado.A partir de hoje, a Gradiente lança uma campanha promocional que corta em 29% o preço ao consumidor do DVD, de R$ 699,00 para R$ 499,00. A Philips, que há dois meses tinha reduzido de R$ 749,00 para R$ 549,00 o preço do produto, está empenhada numa promoção conjunta com a Blockbuster que oferece um CD e dez locações gratuitas até o fim de junho para quem comprar o seu DVD. Nas contas do diretor-geral de Consumers Electronics da Philips, Paulo Ferraz, a promoção equivale a um desconto de R$ 90. Com isso o seu produto sai por R$ 459,00.A LG, uma das pioneiras na guerra de preços do DVD, informa que, por enquanto, pretende manter a sua cotação em R$ 549. "Vamos ser agressivos para continuar na liderança", diz o diretor de Marketing Mário Kudo. Ele explica que é preciso avaliar se a decisão da concorrência é promocional ou indica um novo nível de preços.A Semp Toshiba, por exemplo, está vendendo o seu produto a R$ 599,00 e não pretende reduzir preços. "Há muita pressão nesse segmento e não acho isso saudável", diz o presidente, Afonso Antonio Hennel. "Perdemos dinheiro vendendo o DVD por esse preço."Dólar alto pressiona preçosApesar da alta da moeda norte-americana, que pressiona os custos do DVD, cuja maioria dos componentes é importada, o que está propiciando essa redução de preços ao consumidor é a queda das cotações desses componentes no mercado internacional por causa da maior oferta. Com o ritmo menor de crescimento da economia norte-americana, passou a sobrar componentes para DVDs no mercado."Já estamos com preços similares ao mercado internacional", afirma o gerente de Marketing da Gradiente, Eduardo Toni. Ele explica que corte nos preços foi possibilitado por dois fatores. Um deles foi o ganho de produtividade obtido pela indústria. O outro foi a negociação fechada com os fornecedores de componentes antes da alta do dólar.

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