É cedo para avaliar impacto da alta do petróleo, aponta Fipe

O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Paulo Picchetti, avaliou que ainda é muito cedo para estimar qualquer mudança de preço dos combustíveis internos, apesar da nova disparada no preço do petróleo internacional, que hoje ainda opera acima de US$ 43, o barril, em Nova York."Segundo informações do presidente da Petrobras (José Eduardo Dutra), ainda não estão previstos aumentos", considerou Picchetti. Ontem à noite, no entanto, Dutra já admitiu que o repasse da elevação para o mercado doméstico poderá ocorrer no caso de o preço internacional do barril se consolidar acima de US$ 40,00. Picchetti salientou que, segundo seus cálculos, o reajuste de 10,6% autorizado pela estatal em 15 de junho não seria suficiente para cobrir a defasagem dos preços internos em relação aos do exterior. "Por enquanto, vou acreditar no que o presidente da Petrobras falou, se bem que pouco antes do último aumento ele também tinha vindo a público afirmar que reajustes de preços não estavam previstos", disse.

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