É cedo para China dar pausa no aperto macroeconômico, diz Banco Mundial

Em seu relatório trimestral, Banco Mundial elevou a projeção para expansão do Produto Interno Bruto (PIB) da China de 8,7% para 9,3% neste ano e de 8,4% para 8,7% em 2012

Danielle Chaves, da Agência Estado,

28 de abril de 2011 | 09h55

O Banco Mundial elevou suas estimativas para o crescimento econômico e a inflação da China neste ano e no próximo e afirmou que ainda é muito cedo para que os formadores de política da segunda maior economia do mundo deem uma pausa no aperto macroeconômico.

Em seu relatório trimestral, o Banco Mundial elevou a projeção para expansão do Produto Interno Bruto (PIB) da China de 8,7% para 9,3% neste ano e de 8,4% para 8,7% em 2012. A revisão tem como base o desempenho melhor do que o esperado no primeiro trimestre deste ano e no quarto trimestre do ano passado.

As previsões para inflação também foram elevadas. Agora o Banco Mundial prevê alta de 5,0% nos preços ao consumidor chinês neste ano e de 3,4% em 2012, em comparação com a estimativa anterior de aumento de 3,3% nos dois anos. "Embora nossas projeções básicas para inflação não sejam particularmente preocupantes, os riscos, incluindo o de mais choques nos preços globais das commodities, pedem vigilância", afirmou a instituição no relatório.

Economistas do Banco Mundial disseram que um aumento na taxa de câmbio do yuan deveria ser uma importante ferramenta política para a China controlar a inflação e argumentaram que a valorização da moeda seria eficiente tanto para o combate à alta dos preços quando para a redução das pressões provocadas pelo fluxo de capital.

"Se existem pressões inflacionárias, valorizar a taxa de câmbio poderia ajudar nisso", afirmou Louis Kuijs, economista da instituição. "A teoria e as evidências empíricas sobre o papel da taxa de câmbio nesse tipo de questão são tão grandes que isso não deveria ser assunto para debate", acrescentou. Ardo Hansson, economista líder do Banco Mundial em Pequim, concordou com Kuijs. "Sobre a questão da inflação, certamente quanto mais rapidamente isso for feito (valorização do yuan), mais impacto haverá", disse.

Kuijs

também fez comentários sobre as grandes reservas internacionais chinesas. Segundo ele, o acúmulo de reservas pela China no primeiro trimestre deste ano provavelmente não foi consequência do fluxo de entrada de capital especulativo, mas sim de transações individuais ou do uso do yuan em acordos comerciais internacionais.

O economista afirmou que, em razão dos controles de capital impostos pelo governo chinês, não têm sido observados grandes fluxos de capital especulativo. Embora os controles de capital não sejam perfeitos, eles tornam "difícil levar para o país dezenas de bilhões de dólares em um único trimestre", disse. As informações são da Dow Jones.

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