É cedo para discutir aumento do superávit primário, diz Levy

O secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, disse que é ainda muito cedo para discutir um eventual aumento do superávit primário - resultado da arrecadação do governo menos os gastos com as autarquias municipais, estaduais, federal e as empresas estatais, exceto pagamento de juros - para 2005 e ressaltou que não considera este aumento um empecilho para o crescimento da economia. Levy disse que não vê o risco de a política fiscal se tornar expansionista - nos últimos dois meses, o superávit primário ficou próximo a 5% e a elevação desta meta pelo governo foi de 4,25% para 4,5%.PerspectivasLevy disse que vê um crescimento sustentado da economia também em 2005 e que, no ano que vem, o PIB deverá crescer ao redor de 4% a 4,5%. Ele disse que o quarto trimestre deste ano também deverá apresentar uma boa taxa de crescimento, embora não na mesma magnitude da taxa de 6% anualizada, observada nos últimos trimestres.O secretário destacou também um maior crescimento na criação de empregos. Outros progressos macroeconômicos ressaltados por Levy no Brasil incluem a redução contínua da relação dívida/PIB, que em 2004 ficará por volta de 55,5%, uma melhoria no perfil da dívida pública e o avanço nas reformas estruturais, as quais deram um impulso na confiança do investidor no Brasil.

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