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É cedo para saber impacto de turbulência no Brasil, diz Appy

Segundo secretário da Fazenda, porém, País está hoje muito mais sólido e com capacidade maior de resistência

PAULA PULITI E ANNE WARTH, Agencia Estado

13 de agosto de 2007 | 14h59

O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, disse nesta segunda-feira, 13, que ainda é cedo para se saber qual a dimensão que o atual processo de turbulência nos mercados mundiais terá sobre a economia brasileira.  Veja também: Bovespa abre em alta, seguindo tendência mundialTrégua na queda das bolsas não atenua tensão nos mercadosApós injeção do BC, Bolsa de Tóquio fecha em alta de 0,21%Volatilidade nos mercados deve continuar, dizem analistasJapão injeta dinheiro, mas Bolsa de Tóquio abre em baixaEntenda os efeitos da crise do setor imobiliário dos EUA Veja o comportamento dos mercados  "O que eu quero destacar é o ponto que o ministro (da Fazenda, Guido) Mantega tem destacado: o Brasil não é invulnerável", afirmou, completando que o País é afetado por mudanças no cenário internacional. Ainda assim, continuou Appy, a situação da economia brasileira hoje torna o País muito mais sólido e com capacidade de resistência muito maior à mudanças no cenário internacional do que no passado. Logo após participar de encontro com empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Appy reiterou que em qualquer cenário - mesmo que haja eventuais reflexos sobre a economia brasileira, o que não está claro - o impacto tende a ser muito menor do que foi no passado e não vai comprometer a trajetória de crescimento que vem se consolidando ao longo dos últimos meses.  Para o secretário, antes de se saber que impacto a turbulência dos mercados terá sobre a economia brasileira, é preciso se ter uma idéia mais clara da dimensão do processo que afeta os mercados financeiros. "Eu acho que o recado é esse: não somos invulneráveis, mas estamos muito mais preparados para absorver turbulências, sejam de natureza financeira ou resultantes de uma eventual desaceleração da economia mundial, como tivemos no passado", finalizou. Queda dos juros Appy disse ainda que toda a política econômica é voltada para criar condições que levem à queda de juros de forma consistente. Segundo ele, toda a gestão da política econômica é voltada para que as taxas de juros sejam mais baixas no futuro, com a manutenção da estabilidade da inflação. "Essa estabilidade de preços tem conseqüências muito positivas sobre o desenvolvimento da economia brasileira, em especial para a criação de condições de financiamento mais adequadas para as empresas com poupança doméstica e não apenas com poupança externa, como foi feito no passado e que é, se usada em longo prazo, uma alternativa insustentável com política de desenvolvimento", afirmou.var keywords = "";

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