''''É dia de glória'''', diz Magliano

Presidente da Bovespa Holding festeja primeiro pregão

Daniela Milanese e Ana Paula Ragazzi, O Estadao de S.Paulo

27 de outubro de 2007 | 00h00

''''Hoje é um dia de glória, sucesso e realização.'''' Com essa frase, o presidente do conselho de administração da Bovespa Holding, Raymundo Magliano Filho, definiu a estréia da empresa no pregão da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).Emocionado, ele relembrou o processo de desenvolvimento do mercado que culminou na maior oferta de ações (IPO, em inglês) da história do País, no valor de R$ 6,6 bilhões. Nessa trajetória, Magliano coloca a isenção da CPMF para as operações com ações, em 2002, como um divisor de águas que possibilitou o avanço do mercado de capitais. ''''Hoje a Bovespa participa cada vez mais do desenvolvimento do País'''', comentou.Segundo o executivo, a transparência, o acesso, a visibilidade e a responsabilidade socioambiental são os pilares da estratégia da empresa. Os projetos lançados pela Bolsa nos últimos anos buscaram seguir esses princípios e atingir a democratização do mercado de ações. Entre as iniciativas, ele citou o Home Broker, que permitiu o crescimento da participação de pessoas físicas no pregão, o ''''Bovespa vai até você'''' e o ''''Mulheres em Ação'''', além de iniciativas sociais, ambientais e de educação.Citando seus filósofos favoritos - Hannah Arendt, Norberto Bobbio e Immanuel Kant -, Magliano afirmou que a Bolsa será uma ''''empresa cidadã''''. ''''A Bovespa vai muito bem e o mercado, também, mas o País tem problemas de distribuição de renda e violência e não podemos estar alheios a isso'''', afirmou.Segundo ele, o conselho de administração já aprovou a continuidade dos programas sociais por meio do Instituto Bovespa. O presidente contou que as corretoras doaram parte das ações da Bovespa Holding aos funcionários da casa.Ele fez uma lista de agradecimentos aos profissionais do mercado e aos envolvidos no IPO. Além das corretoras, bancos coordenadores (Credit Suisse e Goldman Sachs), ele lembrou do esforço do diretor Gilberto Mifano, que ''''perdeu 22 quilos nesse trabalho insano de um ano e cinco meses''''.Magliano fez menção ainda a à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a quem chamou de ''''a grande instituição que contribuiu para a respeitabilidade do mercado, graças à fiscalização e eficiência''''. Para ele, a atual presidente do órgão, Maria Helena Santana, dá um ''''toque especial (à CVM) que só as mulheres têm''''. Maria Helena não quis falar com a imprensa. ''''Só vim dar um abraço nos amigos'''', disse. Executivos e representantes de instituições do mercado lotaram ontem o Espaço Bovespa.

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