É extenso o crescimento da indústria

Sinais mais favoráveis do comércio varejista, inflação em queda acentuada e estímulos pontuais à demanda começam a ajudar o ritmo de atividade

O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2017 | 03h00

O primeiro trimestre de 2017 foi bem melhor para a indústria do que o último trimestre de 2016, mostrando que a retomada da produção física do setor secundário, embora em ritmo lento, já se faz notar na maior parte do País – ou seja, em 12 das 15 regiões objeto da Pesquisa Industrial Mensal – Resultados Regionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É indiscutível a importância da recuperação da indústria, segmento que mais sofreu com a recessão. A análise da pesquisa feita pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) enfatizou a “reviravolta importante” e disseminada, “em direção positiva”, dos resultados trimestrais da indústria.

Depois de cair 5,3% no terceiro trimestre e 3,3% no quarto trimestre do ano passado, a indústria cresceu 0,6% no primeiro trimestre deste ano, puxada por Estados como Santa Catarina (+5,2%), Rio de Janeiro (+4,8%), Paraná (+4,6%), Espírito Santo (+4%) e Minas Gerais (+3,6%). As indústrias extrativas contribuíram para a melhora, que também foi muito expressiva em metalurgia, veículos automotores, bebidas e produtos de metal. A evolução favorável do segmento de máquinas e equipamentos sugere que se esboça uma retomada localizada da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), embora os números nacionais sobre o investimento ainda sejam muito fracos.

A recuperação é mais lenta na Região Nordeste e no Estado de São Paulo – o que empurra para baixo os índices nacionais. Impactos negativos importantes na indústria paulista apareceram, no primeiro trimestre, nos setores de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, produtos químicos e farmacêuticos e produtos alimentícios, além de sucos concentrados de laranja, açúcar, carnes bovinas congeladas, bebidas lácteas e rações.

Ao contrário da comparação trimestral, a comparação mensal entre fevereiro e março de 2017 é menos satisfatória, ocorrendo queda em oito das 15 áreas pesquisadas. Houve queda, inclusive, na indústria de Estados com bom desempenho trimestral, como Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais.

Sinais mais favoráveis do comércio varejista, inflação em queda acentuada e estímulos pontuais à demanda, como a liberação extraordinária de recursos do FGTS, começam a ajudar o ritmo de atividade, do que a indústria se beneficia.

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