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É hora de comprar títulos da dívida brasileira, diz Morgan Stanley

Duas semanas depois de ter rebaixado o Brasil de "overweight" (acima da média do mercado) para "market perform" (média do mercado), citando o "fator Lula" como um dos principais motivos para o rebaixamento da sua recomendação, o banco de investimento Morgan Stanley Dean Witter afirma que seu viés em relação à dívida brasileira tornou-se mais construtivo desde o rebaixamento, simplesmente porque o mercado pareceu exagerar na queda de preços dos papéis. "No horizonte de curtíssimo prazo, vemos a recente fraqueza nos títulos da dívida brasileira como uma oportunidade de comprar os papéis. Mas o que nos impede de fazer uma elevação na recomendação da dívida do Brasil é a falta de um catalisador palpável para uma alta nos preços da dívida brasileira no curto prazo", afirmou o diretor de pesquisa de renda fixa para mercados emergentes do Morgan Stanley, Eric Fine. Segundo ele, durante os próximos meses as pesquisas eleitorais e indicadores econômicos vão influenciar para que o C-Bond (título da dívida brasileira mais líquido no mercado internacional) negocie numa faixa de preços mais baixa em relação ao nível quando o Morgan Stanely rebaixou a sua recomendação para Brasil, "mesmo que pareça ter havido nos últimos dias um ´overshooting´ para baixo nos preços da dívida brasileira". Mesmo com a disposição de comprar papéis brasileiros aos preços atuais, os investidores não estão certos quanto ao melhor momento para fazê-lo, devido às incertezas nos fundamentos do País. México e Rússia são ?porto seguro? Com a forte oscilação nos preços dos títulos da dívida externa de vários países, especialmente a queda nos preços dos papéis brasileiros, o Morgan Stanley Dean Witter considera que o México e a Rússia tornaram-se o porto seguro do mercado de dívida de países emergentes. Por outro lado, a instituição diz que o Brasil está no "fio da navalha" entre um ciclo virtuoso e um ciclo vicioso. "O estoque, a composição e a estrutura de maturidade da dívida brasileira são tais que é preciso que haja surpresas positivas se o que prevalecer for um ciclo virtuoso", explicou Eric Fine. Segundo ele, a questão agora é como se dará o impacto de um dólar mais enfraquecido no mercado internacional, o que é efetivamente um aperto nas condições monetárias no Brasil. "Isso apenas reforça a importância de reativar a política de afrouxamento das condições monetárias no Brasil, via câmbio e taxa de juros", afirmou Fine. "Mantemos a visão de que os fatores políticos permanecem como o principal elemento na estrutura da taxa de juros no Brasil", afirmou.

Agencia Estado,

13 de maio de 2002 | 12h41

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