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É hora de dar mais atenção ao campo

Responsável por 22,8% do PIB, o agronegócio brasileiro movimenta R$ 1 trilhão por ano e é hoje um provedor mundial de alimentos

O Estado de S. Paulo

20 de setembro de 2014 | 13h01

SÃO PAULO -  Na abertura do sexto da série de debates dos Fóruns Estadão Brasil 2018, sobre agricultura, Claudio Haddad, presidente do Insper, parceiro educacional do projeto, iniciou os trabalhos na sede do instituto, em São Paulo, com uma constatação: o agronegócio garante o superávit da balança comercial e é um dos setores com maior ganho de produtividade dos últimos 15 anos e, ainda assim, sofre ataques por todos os lados.

“Nos Estados Unidos, os pioneiros do Oeste são idolatrados. Aqui, os gaúchos que foram plantar em Mato Grosso são condenados como destruidores do meio ambiente”, afirmou Haddad. “A imagem do agronegócio não é compatível com o papel que representa para o País.”

Vista no mundo como área de excelência do Brasil, a agricultura vive um impasse. Há um sério gargalo logístico, afirma o professor José Vicente Caixeta Filho, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo – que se agrava quanto mais sucesso alcançam agricultores e pecuaristas. Para Roberto Rodrigues, ministro da Agricultura no primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o maior problema do campo é a falta de uma visão clara do Executivo sobre o que pretende para o setor.

“Temos de reunir no Ministério da Agricultura o que é importante para a agricultura. Isso inclui questões legais, ambientais e trabalhistas. É hora de dar mais atenção ao campo”, acrescentou Rodrigues. O presidente da Embrapa, Maurício Lopes, disse que o Brasil aplica em pesquisa em torno de 1,2% a 1,4% do PIB, metade do que investem outros países. Mesmo assim, observou, o país saiu de uma situação de insegurança alimentar para a de provedor mundial.

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