'É importante observar quais são as alternativas'

Deixar o mundo corporativo e ser o próprio chefe também é opção de quem quer continuar na profissão

O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2013 | 02h15

Segundo a diretora da Right Management, Matilde Berna, ao avaliar o momento de uma transição de carreira é importante saber se quer arriscar, se quer mais segurança, mais conhecimento, aprendizado, mais dinheiro, mais liberdade ou qualidade de vida. "Precisa ter percepção clara do que é importante para a vida."

Para o profissional que está interessado em transitar na carreira, Matilde orienta a olhar o mercado, avaliar a demanda, as tendências e saber como se qualificar para encarar essa mudança. "O mercado é crítico e exigente na seleção, quer pessoas prontas e resultados rápidos. Por isso, é importante observar as alternativas que o mercado de trabalho oferece."

O advogado Luiz Augusto de Andrade Benedito, de 29 anos, era funcionários de um escritório de advocacia e já não estava mais feliz por trabalhar nas diferentes áreas do direito. Ele queria se voltar para o direito empresarial e começou a avaliar quais possibilidade de transição tinha dentro da profissão.

"Eu tinha três opções: área corporativa, prestar concurso e investir em uma carreira pública ou abrir meu próprio escritório." Diante das dúvidas, Benedito se desligou da empresa e procurou ajuda profissional para entender melhor o que queria e qual caminho seguir.

Nas entrevistas, ele conseguiu entender o que fazia sentido, quais eram seus reais objetivos, participou de algumas entrevistas de emprego em escritórios e empresas para despertar para o que realmente queria.

"Foi um momento de autoconhecimento. Eu sabia que queria trabalhar com direito empresarial. Conversei com a família e levei em consideração também que não tinha amarras, não era casado, nem tinha filhos, por isso decidi ter meu escritório." Em 2009, Benedito abriu o escritório com uma sócia. O advogado está certo de ter feito a coisa certa. "Adoro minha profissão. Eu só precisava refletir para saber quais os rumos minha carreira estava tomando."

Matilde diz que o cenário dos últimos 15 anos mostra um crescimento de profissionais que decidem deixar a vida corporativa para investir em um negócio próprio. "Essa é uma mudança de comportamento que o mercado estimula."

Para o coach Silvio Rangel, o mercado avalia de forma positiva toda tomada de decisão que mostre ter o profissional a autogestão da sua carreira. "O mercado gosta de pessoas decididas, produtivas e que assumam riscos", ressalta.

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