Dida Sampaio/Estadão
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'É impossível' Arno Augustin virar bode expiatório, diz Aécio

Em seu último dia de trabalho, Augustin assinou uma nota técnica em que busca eximir a presidente Dilma Rousseff de responsabilidade pelas manobras contábeis

Ricardo Brito, O Estado de S. Paulo

19 de junho de 2015 | 15h06

BRASÍLIA - O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse nesta sexta-feira, 19, ser "impossível" o ex-secretário do Tesouro Nacional Arno Augustin virar bode expiatório por ser o responsável pelas "pedaladas fiscais". Em seu último dia de trabalho, Augustin assinou uma nota técnica em que busca eximir a presidente Dilma Rousseff de responsabilidade pelas manobras contábeis - reveladas pelo Broadcast, serviço de informações em tempo real da Agência Estado, que ajudaram na contabilidade do governo brasileiro.

O governo já foi condenado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) pelas "pedaladas", mas tenta recorrer da decisão, atribuindo um efeito suspensivo.

"Não, isso (Arno virar bode expiatório) é impossível porque a responsabilidade final é da presidente da República", rebateu o tucano. "Se o Arno Augustin assume a responsabilidade, na minha avaliação, é como se a própria presidente da República assumisse a responsabilidade", completou.

O tucano classifica o ex-secretário do Tesouro como "cara metade" de Dilma. O candidato derrotado ao Planalto citou o fato de que, durante a campanha presidencial, ele alertou a presidente da ampliação dos programas sociais e de apoio agrícola com viés "meramente eleitoral". 

Para o presidente do PSDB, a chamada nova matriz econômica foi capitaneada por Arno, tendo participação permanente de Dilma, tornando a questão "ainda mais grave". Ele disse que a oposição vai estar vigilante nos próximos dias, quando o julgamento das contas do governo será retomado pelo TCU. A Corte deu na quarta-feira (17) prazo de 30 dias para a presidente explicar as irregularidades apontadas pelo tribunal.

"Os documentos, as análises são tão claras, tão cristalinas que se a votação for como deve ser e acredito que será baseada em preceitos técnicos, não há como aprovar as contas da presidente da República por mais que tenham se dado um prazo", afirmou.

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