É inaceitável nível de reclamações de TV paga, diz Anatel

'Apesar de o setor estar crescendo na faixa de 30%, um nível chinês, as reclamações estão crescendo na faixa de 100%'

Anne Warth, da Agência Estado, Agencia Estado

27 de setembro de 2012 | 11h37

BRASÍLIA - O superintendente de Serviços de Comunicação de Massa da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Marconi Maia, disse nesta quinta-feira que o nível de reclamações dos serviços de TV por assinatura cresceu de forma inaceitável nos últimos meses. Essa foi a razão que levou o órgão regulador a chamar as empresas que atuam no setor e cobrar planos de ação para solucionar os principais problemas apontados pelos clientes.

"Identificamos que, apesar de o setor estar crescendo na faixa de 30%, um nível chinês, as reclamações estão crescendo na faixa de 100%, o que é inaceitável para um crescimento de 30%. Está descolado, é três vezes mais e não faz sentido", afirmou. "Por causa disso, estamos chamando as empresas para que apresentem planos de ação para que o nível de prestação de serviço melhore e o nível de reclamação caia." O País encerrou o mês de agosto com 15,1 milhões de domicílios com TV por assinatura, segundo balanço divulgado hoje pela Anatel. O crescimento foi de 2,16% em relação a julho, com 319,5 mil adições líquidas. Em relação a agosto do ano passado, a alta foi de 30%, com quase 3,5 milhões de novas assinaturas feitas entre agosto de 2011 e agosto de 2012.

Em janeiro de 2011, as queixas contra o serviço registradas na Anatel eram de 7 mil, número que chegou a 13 mil em abril deste ano. As principais reclamações, segundo Maia, são em relação à cobrança indevida, falhas no serviço e qualidade de atendimento. "Cada empresa é pior em um determinado item. Por isso, não demos uma solução plana para todo mundo e estamos chamando para que cada uma veja qual é o seu problema, onde está pecando e que solução apresentará ao setor público", explicou.

As empresas terão 30 dias para apresentar um plano de ação. Maia descartou punições neste momento. "Não vamos tomar uma medida do tamanho da tomada em outro setor sem dar oportunidade a eles de se adequarem", disse, em referência à suspensão das vendas, aplicada às operadoras de telefonia celular. Nesta quinta-feira, já estiveram na Anatel representantes da GVT e da Embratel. Também estão previstos encontros com executivos da Net, Oi e Sky.

Segundo Maia, o maior problema da Embratel é a quantidade de reclamações por cobrança, superior à meta da Anatel, de 0,65 por mil assinaturas. Já a GVT, segundo ele, teve um problema significativo em Belo Horizonte, onde a empresa estava atuando com profissionais terceirizados e sem habilitação adequada.

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