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É inevitável tributar poupança, diz presidente do Itaú

Executivo admite que governo sofrerá um desgaste político, mas diz que hoje há condições para se fazer isso

Ana Paula Ribeiro, da Agência Estado,

07 de maio de 2009 | 15h49

O diretor presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, afirmou nesta quinta-feira, 7, que é inevitável tributar a caderneta de poupança para que se possa estimular a redução dos juros no País e financiamentos de longo prazo, como os destinados para compra da casa própria. "É inexorável que vamos caminhar para algum nível de tributação na caderneta de poupança", afirmou o executivo durante palestra promovida pelo Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP).

 

De acordo com Setubal, em um primeiro momento a tributação poderia incidir para valores acima de uma determinada faixa de aplicação, de forma a manter cerca de 95% dos poupadores nas mesmas condições praticadas atualmente. Ou seja, isentos da incidência do imposto de renda. Para o executivo, o modelo adotado no Brasil, em que a poupança é remunerada a 6% ao ano (+TR) com isenção do IR, não beneficia os financiamentos de longo prazo. "O modelo tem de apoiar o financiamento e não o investidor".

 

Como exemplo, ele citou os Estados Unidos, país em que os juros dos financiamentos imobiliários são dedutíveis do Imposto de Renda. "No Brasil, não estamos prontos para liberar todo o mercado, mas a etapa de tributar a poupança é inevitável", reafirmou.

 

O executivo admite que o governo sofrerá um desgaste político ao enfrentar esse problema, mas hoje há condições adequadas para se fazer isso já que os juros estão em queda e caminham para a casa de um dígito. Para Setubal, esse declínio poderá impulsionar a indústria de construção civil. O executivo lembrou que o processo de queda de juros ocorrido nos últimos anos levou ao crescimento da indústria automobilística no país. Na sua avaliação, agora essas recentes reduções poderão propiciar o mesmo efeito na construção civil.

 

Sobre a crise, Setubal acredita que é baixo o risco da situação piorar e que por essa razão a partir do último trimestre do ano o Brasil deverá apresentar melhora nos indicadores de crescimento. O executivo aposta que o País se recuperará mais rápido do que outras economias e apresentará um crescimento sustentável.

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