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'É inexorável tributar a caderneta', diz Setubal

O diretor presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, afirmou ontem que é inevitável tributar a caderneta de poupança para que se possa estimular a redução dos juros no País e os financiamentos de longo prazo, como os destinados para compra da casa própria. "É inexorável que vamos caminhar para algum nível de tributação na caderneta de poupança", afirmou o executivo durante palestra promovida pelo Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP).

Agencia Estado

08 de maio de 2009 | 08h20

De acordo com Setubal, em um primeiro momento a tributação poderia incidir para valores acima de uma determinada faixa de aplicação, de forma a manter cerca de 95% dos poupadores nas mesmas condições praticadas atualmente. Ou seja, isentos da incidência do imposto de renda. Para o executivo, o modelo adotado no Brasil, em que a poupança é remunerada a 6% ao ano (+TR) com isenção do Imposto de Renda , não beneficia os financiamentos de longo prazo. "O modelo tem de apoiar o financiamento e não o investidor", disse. Como exemplo, ele citou os Estados Unidos, país em que os juros dos financiamentos imobiliários são dedutíveis do Imposto de Renda. "No Brasil, não estamos prontos para liberar todo o mercado, mas a etapa de tributar a poupança é inevitável", reafirmou.

Desgaste político

O executivo admite que o governo sofrerá um desgaste político ao enfrentar esse problema. Ele, porém, afirmou que hoje há condições adequadas para se fazer isso já que os juros estão em queda e caminham para a casa de um dígito. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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