E-mails revelam 'poder' da Sony

GENEBRA - Para o grupo WikiLeaks, os e-mails da Sony revelam "uma visão rara dos trabalhos internos de uma multinacional de grande porte" e sua capacidade de influenciar políticos e legislações nos Estados Unidos.

Jamil Chade, O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2015 | 02h04

"O trabalho conhecido publicamente pela Sony é produzir entretenimento", indicou o WikiLeaks em um comunicado. "Mas os arquivos mostram os bastidores dessa corporação influente, com ligações com a Casa Branca, com a habilidade de impactar em políticas e leis, e com conexões com o completo industrial-militar dos EUA."

Julian Assange, fundador do WikiLeaks, declarou: "Os arquivos mostram os bastidores de uma multinacional influente". No total, o grupo publicou ontem 30 mil documentos e 173 mil e-mails, reabrindo o debate sobre a polêmica da suspensão do filme The Interview por causa de supostas ameaças da Coreia do Norte. O filme, que receberia um grande lançamento em dezembro, acabou saindo simultaneamente em serviços de vídeo on demand e teve espaço limitado nos cinemas americanos. Fontes do setor audiovisual apontam que a Sony teve prejuízo com o filme, cuja produção e promoção consumiu US$ 75 milhões.

Em novembro de 2014, a Casa Branca afirmou que os serviços de inteligência norte-coreanos obtiveram os arquivos da Sony como revanche pelo lançamento da comédia, que narra um complô para assassinar o líder Kim Jong-un.

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