É muito difícil elevar a classificação do Brasil, diz agência

A presidente da agência de classificação de riscos Standard & Poor´s no Brasil, Regina Nunes, disse que "é muito difícil a alteração do rating brasileiro, mas não impossível". "É um longo caminho, difícil e árduo, e toda a vez que o governo toma uma medida populista o País fica mais pobre. É preciso uma sustentação a longo prazo nos ajustes das contas públicas. A carga tributária elevada tira a competitividade da economia", afirmou Regina Nunes, durante o seminário Reavaliação do Risco Brasil, promovido pelo Fundação Getúlio Vargas.Ela ressaltou que no ano passado, enquanto as agências de rating rebaixaram Brasil, a S&P manteve a nota estável. No auge da crise pré-eleitoral, em 2002, julho, a S&P não acreditou na moratória e não rebaixou o País, apesar de todo o nervosismo, disse a presidente da S&P. Entre os pontos positivos do Brasil, Regina citou o fortalecimento do ambiente institucional; o fato de que a maior parte da carga da dívida fiscal está em reais e carregada no mercado doméstico e uma estrutura macroeconômica consistente que inclui taxa de câmbio flutuante.Entre os pontos que ainda precisam ser melhorados, ela citou a elevada carga de endividamento do governo e a alta influência de juros e câmbio na dívida; a vulnerabilidade externa significativa; distorções fiscais que prejudicam a competitividade da economia e afetam a expansão da pequena base de exportações, além de limitar os gastos em programas sociais. Para a S&P, é um desafio aprofundar o mercado de capitais local e as reformas política e judiciária.

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