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E os próximos 140 anos?

Vamos voltar o relógio para o início de 2005. Você seria capaz de imaginar na época algumas das invenções que apareceriam nos anos seguintes, como o iPhone, o Netflix ou os óculos conectados? Aposto que não.

Camilo Rocha, O Estado de S.Paulo

19 de janeiro de 2015 | 02h03

Previsão e futurologia são negócios para lá de arriscados, como comprovam tantas especulações de outros tempos, preconizando carros voadores ou menos horas de trabalho graças à tecnologia.

Enquanto preparávamos este especial do Link para os 140 anos do Estado, surgiu a ideia de jogar este exato espaço de tempo também para a frente, imaginando o que poderia surgir até 2155.

Logo em seguida, veio a ideia de que seria uma tentativa sem sentido.

Será mesmo? Voltemos ao nosso exemplo de 2005. Teria sido possível arriscar algumas previsões se levássemos em conta o desenvolvimento de coisas que já existiam. Por exemplo, era dado como certo que a internet seria mais rápida, mais presente em diferentes lugares e acessível para mais pessoas. Com isso, o trânsito de conteúdo como áudio e vídeo seria bem menos difícil.

Com esta abordagem em mente mais uma pesquisa por projetos de longo prazo já em andamento e algumas projeções numéricas, foi possível elencar uma série de inovações que este jornal certamente incluirá na sua cobertura nos próximos 140 anos.

Nos próximos anos, por exemplo, o Brasil deverá aprovar legislação que regulamenta os drones. Espera-se que contemple uma porção de usos civis das aeronaves não tripuladas. Até lá, também, os preços desses equipamentos devem cair. Ou seja, podemos contar que até 2020, os drones serão uma parte corriqueira do cenário de nossas cidades, incluindo aí aqueles a serviço dos Correios ou de pizzarias.

O ano de 2020 vem sendo muito utilizado como referência para projeções de diversas tendências, como a internet das coisas. O segmento, que abrange utensílios como alarmes, geladeiras e escovas de dente conectadas à internet, deverá contar com 13 bilhões de itens até 2020, um aumento considerável em cima dos 2,9 bilhões de coisas previstos para 2015.

A próxima década e meia também deve presenciar a chegada do grafeno ao consumidor final. Este material vem sendo chamado de "milagroso", pois é maleável, transparente, ultrarresistente e um excelente condutor de energia, ou seja, com enorme potencial de utilização em smartphones ou tablets. "Até 2030, veremos o grafeno utilizado em muitas possibilidades no dia a dia", acredita o professor Thoroh de Souza, que coordena a pesquisa desse material no Mackgrafe, centro mantido pelo Mackenzie, em São Paulo.

As próximas décadas prometem empreitadas bem mais ambiciosas. Estão marcados para a década de 2020 os lançamentos de duas missões tripuladas para Marte, dos projetos privados Mars One e SpaceX.

Já na Terra, avanços na participação de fontes de energia renováveis são esperados. Um relatório da União Europeia de 2013 calcula que sua participação deva dobrar em 2050, dos atuais 7,5% para 15% do total.

Finalmente, em 2115, daqui a exatos 100 anos, conheceremos os resultados de uma pesquisa da Universidade de Stanford sobre as implicações a longo prazo da inteligência artificial em todos os aspectos da vida humana.

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