É ótimo viver na nuvem

A cada dia tenho curtido mais as vantagens da nuvem. Ou melhor, da computação em nuvem. E não utilizo apenas uma, mas diversas nuvens: da Apple, do Google, do Hotmail e outras. Nelas crio meus espaços pessoais, como minhas nuvens pessoais ou particulares.

ETHEVALDO SIQUEIRA, O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2011 | 03h09

Não importa onde estejam instaladas, seja em data centers do Google ou da Microsoft, seja em dispositivos de armazenamento como os sistemas avançados de discos rígidos (HDs) de 1 ou mais terabytes. Utilizo ainda aplicativos realmente úteis como o iCloud e a Time Capsule, ambos da Apple.

Guardar tudo na nuvem era um sonho que acalentei por muitos anos. Hoje é uma grata realidade, como segurança, conforto e tranquilidade.

Chegou iCloud. A nuvem da Apple se chama iCloud. É um aplicativo que armazena música, fotos, documentos e outros conteúdos e os transporta automaticamente para outros dispositivos - do iPod para o iPhone, o iPad ou seu desktop, Apple ou Windows. Todo o conteúdo é compartilhado instantaneamente, sem fio, nesses dispositivos.

Vejamos como funciona. Com minha identidade (ID) na Apple, posso acessar a nuvem (iCloud) e configurar qualquer um dos meus dispositivos - iPhone, iPod Touch, e iPad, Mac ou PC - apenas seguindo as instruções fornecidas pelo próprio aplicativo.

Em seguida, vem o grande salto. Dos ajustes iniciais feitos com a orientação fornecida pelo próprio aplicativo, o iCloud armazena todos os meus conteúdos na nuvem e os envia para todos os meus dispositivos, sem necessidade de nenhum cabo ou fio, automaticamente. Não parece mágica?

Vejamos outro exemplo ainda mais didático. Quem tem o iTunes, aplicativo gratuito da Apple, pode transferir e armazenar e ouvir todas as músicas de seus CDs no computador.

A partir de agora pode copiar todas as suas músicas, ao mesmo tempo e automaticamente, para os três dispositivos. No passado, essa cópia teria que ser feita do computador para cada dispositivo, um a um, com a conexão de um cabo.

Desse modo, se tenho uma ou centenas de músicas no meu iTunes (armazenada em meu computador), com o iCloud eu poderei transferi-las rapidamente, sem fio, automaticamente, para meus outros dispositivos, em meu iPod e iPad.

Posso, igualmente, transferir a foto que acabo de tirar com meu iPhone e enviá-la automaticamente para meu iPad. Não é preciso nem sincronizar o iPhone com meu computador. O iCloud faz tudo isso.

A solução Buffalo. Até poucos meses atrás, eu levava em minhas viagens um pequeno HD externo, de 1 terabyte, com o backup de documentos, artigos e imagens de que poderia necessitar em meu trabalho, distante de meu escritório.

Agora não preciso mais levar o HD externo. Uso um sistema de armazenamento com acesso via internet, chamado Buffalo CloudStor Shared Storage, da empresa Buffalo Technology.

Vale lembrar que a CloudStor é uma família de equipamentos que vão muito além do armazenamento e se transformam em um portal pessoal, para armazenamento e acesso a conteúdos de vídeo, música, fotos, imagens, textos e gráficos. O equipamento, do tamanho de um HD externo, fica em minha casa. Não preciso levá-lo a lugar nenhum, pois ele me permite o acesso, via internet, onde quer que eu esteja e a qualquer hora.

Máquina do tempo. Se você não faz backup de tudo que é importante em seu computador, está correndo sérios riscos de perder documentos, trabalhos ou conteúdos de valor. Se você usa PC Windows, instale um HD externo e copie o que lhe parece mais relevante.

Agora, se você usa computadores Macintosh, sua opção pode ser a Time Capsule. Ela realiza outro sonho nosso: fazer backups, automaticamente, de tudo que produzimos no computador.

Essa cápsula do tempo é, basicamente, um HD externo de 1 ou 2 terabytes, que vai gravando tudo à medida que eu escrevo, automaticamente e sem fio. E mais: a Time Capsule também funciona como uma estação ou base de wi-fi (tecnologia 802.11n), exatamente como a AirPort Extreme Base Station, da Apple.

No meu computador iMac, tenho utilizado há tempos o backup automático da Time Capsule. Esse sistema evita que eu perca qualquer documento ou trabalho.

Nuvens simples. A opção de armazenamento mais próxima do conceito de nuvem que eu utilizava até alguns meses atrás era o Hotmail. Aliás, todos os usuários do Hotmail e do Gmail podem negociar espaços razoáveis de memória desses portais e pagar pequenas quantias de aluguel anual para utilizar esses armazéns. Eu ainda alugo um espaço adicional de 2 Gigabytes no meu Hotmail, por exemplo, pagando algo como R$ 60 por ano, para ali guardar artigos, documentos e endereços de fontes essenciais para meu trabalho, especialmente quando estou trabalhando fora de São Paulo.

Para qualquer usuário, a opção mais simples é levar seu conteúdo de informações armazenado em pen drives (memory keys) de maior capacidade, entre 8 e 32 gigabytes. Essas pastilhas de silício são vendidas por preços cada dia menores. São muito úteis para transportar dados e documentos importantes, fazer cópias de outros computadores e servir de arquivos estratégicos em diversas circunstâncias.

A boa notícia é que o preço de memórias e dispositivos de armazenamento em geral vem caindo de forma acelerada, há muitos anos. Não economize em seus backups. A eventual economia pode sair caro.

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