É possível doar parte do Imposto de Renda para uma entidade social

Como posso doar para o Fumcad parte do meu imposto. Essa doação é legitima?

O Estado de S.Paulo

24 de dezembro de 2012 | 04h33

Sim, é legal e importante para muitas entidades sérias de assistência a criança e adolescentes. O Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Fumcad) foi criado em 1992 e é um fundo criado para beneficiar organizações sem fins lucrativos que desenvolvam projetos para crianças e adolescentes. O dinheiro vem das doações realizadas por pessoas físicas e ou jurídicas com o incentivo do Estatuto da Criança e do Adolescente. Esse fundo examina os projetos que são submetidos pelas organizações ligadas à defesa da criança e do adolescente e aprova projetos estruturados e organizados de entidades merecedoras de fé. Você poderá doar até 6% de seu Imposto de Renda devido a uma entidade ou projeto que seja aprovado pela Prefeitura de São Paulo. Por exemplo, se o seu IR devido for de R$ 7 mil, poderá doar até R$420. É importante entender que a utilização não traz ônus a quem contribui e ocorre pela participação voluntária no desenvolvimento de programas aprovados pelo Fumcad. A participação por meio de contribuições em valores poderá ser na forma de: a) múltiplas contribuições durante o ano ou b) contribuição única anual. O interessado poderá acessar o site da prefeitura.sp.gov.br e com a utilização do simulador poderá calcular o valor máximo a ser abatido do Imposto de Renda. Após a simulação de valores, aparecerá na tela o botão "Fazer Doação". Ele levará você à página de escolha de entidades. Confirme a geração do boleto. Importante, também, observar que é somente para quem declara no modelo completo e fizer as doações até 28 de dezembro de 2012, último dia de expediente bancário do ano. Com certeza as crianças assistidas terão um Natal e um Ano Novo com mais esperanças.

Eu tenho 65 anos e um patrimônio na faixa dos R$ 600 mil. Ganho muito pouco com a aposentadoria. Para complementar a renda, uma boa opção pode ser o investimento em ação que paga bons dividendos?

Ações que pagam dividendos são boas opções para quem quer investir em renda variável. Particularmente para quem busca complemento de renda. Mas, para dizer se essa opção é a melhor para o caso de nosso leitor, vai depender de como a sua carteira de investimentos está organizada. Lembre-se que a decisão de investir deve considerar a relação risco e retorno. Assim, a recomendação é que a carteira seja diversificada entre ativos de renda fixa e renda variável, considerando prazos de aplicação diversos para que possa ser buscado o equilíbrio entre investimentos com diferentes graus de liquidez. Isso para que o investidor tenha renda a sua disposição no curto prazo e, ao mesmo tempo, obtenha rentabilidade média maior em virtude de alocação de recursos também no longo prazo, portanto com liquidez menor. Em outros termos, coloque a maior parte de seus recursos em renda fixa e, no máximo, 20% em renda variável - nesse caso as ações de dividendos são muito indicadas. Deixe uma parte do dinheiro para o dia a dia na caderneta de poupança. Outras opções de renda fixa são os títulos do Tesouro Direto, CDBs, LCI e LCA - estes dois últimos não têm incidência de Imposto de Renda. Fundos somente com taxa de administração baixa. Uma alternativa para quem deseja complemento de renda, sem aplicar em ações, é recorrer aos Fundos Imobiliários que trazem rendimentos periódicos e não há incidência de I.R. para pessoas físicas.

Eu tenho lido a respeito da intervenção do Banco Central no dólar. Devo viajar em março do ano que vem para os Estados Unidos e gostaria de saber qual a sua recomendação para a compra de dólares. A tendência é que o BC aumente as intervenções no câmbio?

O governo tem dado mostras de que a taxa de câmbio que ele acredita ser a melhor para o nosso mercado é ao redor de R$ 2 por US$ 1. A preocupação da autoridade econômica é que o real mais valorizado prejudique as nossas exportações porque os produtos brasileiros ficam mais caros em dólares, e fica mais difícil para os nossos exportadores venderem no mercado internacional. Por outro lado, há também a preocupação do real muito desvalorizado porque ele encarece as importações em consequência os insumos da produção interna ficam mais caros, e, portanto, criando inflação. As últimas declarações do BC indicam que, caso o dólar suba muito, o governo vai agir buscando a sua desvalorização. Até o final de novembro, o dólar havia se valorizado acima de 14%. O mês de dezembro abriu com R$2,120 e agora gira em torno de R$2,096/US$, queda de 1,13%. Ao passo que o dólar turismo iniciou dezembro com a taxa de R$2,25 e agora está em R$2,23/US$, queda de 0,89%. A dica para quem vai viajar é comprar aos poucos. Deve também lembrar-se de planejar muito bem a sua viagem para poder organizar como serão os gastos e assim determinar quanto de dinheiro irá levar, quanto irá carregar em cartões de débito e usar o cartão de crédito para emergências.

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