É preciso cautela com dados sobre pré-sal, diz Petrobras

'O entusiasmo é natural, mas é preciso haver dados mais definitivos para qualquer divulgação', afirma diretora

Kelly Lima, da Agência Estado,

16 de abril de 2008 | 13h22

A diretora de Gás e Energia da Petrobras, Graça Foster, disse nesta quarta-feira, 16, que é preciso muita cautela para divulgar dados a respeito das áreas de pré-sal, camada de reservatórios no subsolo do litoral do Espírito Santo a Santa Catarina, entre 1,5 mil e 4 mil metros de profundidade, onde se encontram as maiores reservas potenciais de petróleo e gás do País.   Veja também: Número de novo megacampo não é oficial, diz Gabrielli Haroldo Lima questiona competência legal da CVM para puni-lo Procurador do MPF vai avaliar declarações de Haroldo Lima Pão de Açúcar: País pode ter o terceiro maior campo de petróleo do mundo 'Brasil pode se unir à Opep', diz jornal americano Descobertas vão render R$ 160 bi  Novo megacampo no Brasil mexe com bolsas de Londres e Madri  A história e os números da Petrobras A maior jazida de petróleo do País A exploração de petróleo no Brasil  "Há uma ansiedade muito grande da parte de todos. O entusiasmo é natural, mas é preciso haver dados mais definitivos para qualquer divulgação. Não tenho dados para falar e, se eu não tenho dados, como é que vou falar?", disse em entrevista nesta quarta após participar do Fórum Portugal 2008, promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).   Indagada por jornalistas sobre as declarações dadas pelo diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, sobre o potencial de reservas de 33 bilhões de barris na área de Pão de Açúcar, Graça apenas disse que não poderia "comentar nada sobre isso". "Eu não posso comentar declarações do regulador. Ele é quem pode comentar as minhas", afirmou.   Durante todo o evento, Graça evitou tocar no nome do bloco citado por Lima, mas fez várias referências ao episódio em sua palestra. Ao iniciar seu pronunciamento, por exemplo, ela começou dizendo que "hoje é dia de falar pouco, não posso me empolgar e tenho que falar só o que está escrito, pois foi esta orientação que me deram".   No decorrer da palestra, quando citava a perspectiva de antecipação da mistura de 5% de biocombustível ao diesel prevista para 2008, ela voltou a falar sobre a necessidade de se manter calada em algumas circunstâncias: "Tenho certeza de que vai ser antecipado. Só não posso dizer quando, porque não existem dados técnicos que permitam falar sobre isso. E como em todos os casos, só se pode falar quando se tem os dados técnicos", afirmou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.