É preciso dissolver bolha inflacionária, diz assessor

O chefe da Assessoria Econômica do Ministério do Planejamento, José Carlos Miranda, disse hoje que o Banco Central atualmente não está fazendo muitas intervenções no mercado de câmbio porque é preciso "dissolver a bolha inflacionária" provocada pela depreciação do real desde o segundo semestre.Miranda afirmou que quando esse processo inflacionário estiver completamente debelado, o BC vai sinalizar com a queda de juros "e até com a intervenção pontual para que o câmbio não flutue tão livremente". Segundo ele, essas ações serão integradas por operações de títulos.Ele explicou que tal estratégia será colocada em prática de maneira que faça o câmbio se estabilizar. Ele afirmou que o maior prejuízo para os exportadores está na alta volatilidade do câmbio. "O desejável é ter um dólar a R$ 3,05 em vez de uma flutuação exagerada", exemplificou.O chefe da assessoria econômica disse que uma condição importante para o crescimento comercial é uma queda progressiva dos juros e a estabilidade do câmbio. Segundo ele, com o crescimento da economia que já está ocorrendo, a demanda por dólares pelos importadores tem aumentado.Miranda disse que fez uma entrevista com grandes empresários recentemente e apurou que para eles uma taxa de dólar a R$ 3 seria adequada. Ele anunciou que a previsão do ano para o governo é de um dólar médio de R$ 3,33 este ano. A proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2004 prevê um dólar acima de R$ 3,80.

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