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'É preciso falar a língua da empresa familiar'

O consultor Ricardo Lei se especializou em unir diferentes personagens do mundo dos negócios: fundos de private equity, grupos internacionais e empresas familiares. Recentemente, pôs na mesma mesa de negociação a Ri Happy, líder em venda de brinquedos no Brasil, e o fundo americano Carlyle, que acabou comprando 85% da empresa. Desde 1981 no ramo, ele diz que um dos pilares de sua filosofia de trabalho é "falar a língua da empresa familiar".

O Estado de S.Paulo

26 de março de 2012 | 03h06

Qual é o seu papel nas negociações com empresas?

Faço o meio de campo entre o empresário e o investidor, que pode ser um grupo empresarial ou fundo de private equity. O segredo é falar a língua da empresa familiar, explicar as razões do interesse do investidor e procurar atender não só as demandas do comprador, mas também as do vendedor.

Está mais fácil vender o Brasil?

O risco país caiu tanto que o Brasil é considerado mais seguro do que as nações onde os compradores estão sediados. O País é o segundo mercado em preferência para investimentos no mundo, depois da China. Hoje, o difícil não é achar interessados, mas sim encontrar uma boa empresa para oferecer.

Você já se viu como 'juiz de paz' de brigas familiares?

Sim. Uma vez fui contratado pela sócia de uma empresa para resolver uma briga com a irmã dela, que também era acionista. Elas não se falavam havia 20 anos. Uma delas chegou a faltar ao enterro da mãe com medo de encontrar a outra. A gente tem de estar preparado para lidar com todo o tipo de situação.

O que você aprendeu nesses 30 anos de negociações?

Que é muito mais fácil fazer contas do que entender as pessoas.

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