É preciso reduzir burocracia para ajudar o crédito, diz Lula

Segundo presidente, é preciso cuidar do capital de giro de pequenas e médias empresas para ajudar emprego

Agência Estado,

26 de janeiro de 2009 | 10h10

É preciso reduzir a burocracia do governo e dos bancos para que o crédito no País volte à normalidade, afirmou nesta segunda-feira, 26, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o programa semanal de rádio Café com o Presidente. "Nessa semana, o Banco Central vai começar o financiamento das exportações com as nossas reservas. Nós precisamos cuidar do capital de giro para a pequena e média empresa brasileira porque elas são grandes geradoras de emprego." Lula não chegou a mencionar como seria feita a redução da burocracia.   Veja também Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    Lula disse que o governo cuidará para que os empréstimos dos bancos públicos - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal (CEF), Banco do Nordeste (BNB) e Banco da Amazônia (Basa) - estejam ligados à geração empregos. "É o que conta para a distribuição de riqueza e para a melhoria de vida das pessoas", justificou.   Na avaliação do presidente, o reforço de R$ 100 bilhões para o caixa do BNDES, anunciado na semana passada, amenizará os efeitos da crise financeira global no Brasil. Ele ressaltou que o reforço tem como objetivo não só incentivar novos investimentos no setor produtivo, mas ajudar nos grandes projetos da Petrobras, como os de exploração da camada pré-sal. Lula voltou a insistir que nenhum projeto será paralisado por causa da crise: "A Petrobras tomou a decisão de manter as refinarias de Pernambuco, do Maranhão, do Ceará e a de Rio Grande do Norte".   O presidente reiterou sua expectativa de que o Brasil sairá fortalecido da crise. "Eu volto a repetir aquilo que tenho dito desde o ano passado: essa crise tem que ser vista como uma grande oportunidade para o Brasil mudar de patamar quando ela acabar."

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