É preciso restaurar a fé nos mercados, dizem FMI e OCDE

Comunicado diz que governos devem agir mais agressivamente para estimular o crescimento econômico

Suzi Katzumata, da Agência Estado

13 de fevereiro de 2009 | 15h52

Os governos devem agir mais agressivamente para estimular o crescimento econômico e restaurar a saúde do sistema financeiro, conforme a crise econômica global se aprofunda, de acordo com um comunicado divulgado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o FMI e o Fundo Mundial.   Veja também: Serra lança pacote para limitar efeitos da crise De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise     "Existe uma necessidade urgente para restaurar a confiança do mercado no setor financeiro e estimular a economia real", disseram especialistas das três instituições multilaterais no comunicado, divulgado em Roma, onde os ministros de Finanças dos países do G-7, das economias mais desenvolvidas do mundo, iniciam seu encontro de dois dias.   De acordo com o comunicado, aquelas duas frentes devem ser perseguidas de forma simultânea e reforçadas com objetivo de aumentar seu impacto sobre a economia real.   Os especialistas da OCDE, FMI e Banco Mundial fizeram as recomendações após um encontro em Paris, realizado no dia 4 de fevereiro, durante o qual eles concluíram que as gigantescas injeções nos setores financeiros não tinham ajudado a restaurar a confiança do mercado, com a economia global continuando a desacelerar.   Portanto, a OCDE, FMI e Banco Mundial exortou uma maior coordenação sobre duas frentes, para evitar a propagação de efeitos negativos. O protecionismo também deve ser algo a ser evitado, diz o comunicado.   "Os esforços para remover ou isolar os ativos tóxicos devem ser tomados com objetivo de permitir uma recapitalização sustentável dos bancos e um fim oportuno do aperto no crédito", diz o comunicado.   Com relação as medidas de estímulo, o grupo pediu "gastos fiscais de alto impacto adicionais no primeiro semestre de 2009, com um apoio adicional nos trimestres seguintes, por países em uma posição de assumirem de forma prudente tais gastos". As informações são da Dow Jones.

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