WILTON JUNIOR/ESTADÃO
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‘É preciso tocar a agenda de reformas’, diz pesquisador

Estudo do FGV/Ibre mostra que para ganhar produtividade e criar empregos de qualidade seria preciso promover mudanças

Entrevista com

Bruno Ottoni, pesquisador da área de Economia Aplicada da FGV/Ibre

Márcia De Chiara, O Estado de S.Paulo

07 Março 2018 | 21h52

O pesquisador da área de Economia Aplicada da FGV/Ibre, Bruno Ottoni, diz que os resultados do Banco Mundial corroboram uma percepção já partilhada pelos pesquisadores brasileiros. Estudo do Ibre sobre o tema, do qual ele participou, mostra que para ganhar produtividade e criar empregos de qualidade seria preciso fazer as reformas, a fim de ter um ambiente de negócios mais favorável. “É preciso tocar essa agenda de reformas.” A seguir, trechos da entrevista.

O sr. concorda com os dados do estudo do Banco Mundial?

Temos sim um problema seriíssimo, que já era grande antes da crise piorou com a crise, de pessoas que estão numa situação educacional e profissional que as tornam menos prováveis de terem sucesso no mercado de trabalho no futuro.

Como reverter a situação?

Algumas sugestões do Banco Mundial já estão mapeadas. Eles citam informar melhor os jovens sobre os benefícios do estudo. O custo de fazer isso é muito baixo, simplesmente mandar pessoas na casa dos alunos para informá-los. O efeito é grande. Outra é desenhar programas de transferência de renda para estimular a conclusão do ensino médio.

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Estudo do Ibre mostra que só o aumento da escolaridade não foi suficiente para tornar o País mais competitivo. Qual é a saída?

Para ganhar produtividade e gerar empregos de qualidade no País seria preciso fazer as reformas para que tenhamos um ambiente de negócios mais favorável. É preciso tocar a agenda de reformas.

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