É típico de país com renda em alta, diz consultor

O vice-presidente da consultoria CSM Worldwide no Brasil, Paulo Cardamone, afirma que o maior número de consumidores com acesso aos veículos novos é um fenômeno típico de países em desenvolvimento que registram aumento da renda familiar e economia estável.

, O Estado de S.Paulo

30 de maio de 2010 | 00h00

"Quando as famílias chegam a um determinado nível, normalmente atingindo renda anual de US$ 10 mil a US$ 20 mil (R$ 18,2 mil a R$ 36,4 mil pela cotação de sexta-feira), elas passam a comprar automóveis", informa Cardamone. "Cria-se uma nova classe média."

Segundo o consultor, cenário semelhante ao brasileiro vivem a China - onde o acesso ao carro novo é ainda maior que no Brasil - e a Índia, onde a proporção é inferior à do mercado nacional.

Já nos países desenvolvidos, como Estados Unidos e Japão, e na Europa Ocidental, informa ele, 85% das vendas de carros zero quilômetro são para consumidores que estão repondo modelos adquiridos também novos há um ou dois anos. O restante das vendas é feito para pessoas que tinham modelos mais velhos ou que tiveram perda total em acidentes.

Maior participação. O consultor acredita na continuidade do crescimento da participação dessa faixa de consumo no mercado de carros novos no País. Para ele, daqui a cinco anos, os "novos entrantes deverão responder por 25% das vendas locais".

Cardamone ressalta que, além da população que melhorou de renda, jovens que completam 18 anos também compõem a massa que compra o primeiro zero. "O que permite esse movimento é o fato de o automóvel estar mais acessível, seja pela facilidade de crédito ou pela competição, que leva montadoras a reduzirem os preços.

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