Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Brasil vive momento interessante para negócios, diz Advent

Para fundo de investimento privado, cenário econômico favorece a compra de ativos no Brasil; fundo já anunciou investimentos em saúde e educação

Aline Bronzati, Ricardo Leopoldo, O Estado de S. Paulo

27 Maio 2015 | 11h50

O fundo de private equity americano Advent, que no passado foi um grande vendedor do Brasil, hoje, se considera um grande comprador do País, de acordo com Patrice Etlin, principal executivo da gestora no Brasil. 

"No passado, fomos grandes vendedores. os ativos estavam caros. Hoje, estamos em conversa com muitos empreendedores, o câmbio ajuda com o real desvalorizado, uma vez que captamos em dólar", disse ele em um debate promovido pela associação Americas Society/Council of the Americas, em parceria com a Câmara Americana de Comércio (Amcham) nesta quarta-feira, 27, em São Paulo.

Além disso, com a desaceleração do crédito, há menos liquidez na economia, tornando o momento atual interessante para compras no País. "É momento de entrada interessante no Brasil", reforçou ele.  

Sobre o setor de educação, Etlin disse que o Advent, após ter consolidado a Kroton no passado, voltou a apostar neste segmento "com toda a confusão regulatória" no setor, como as mudanças no programa de crédito estudantil Fies, o que pressionou para baixo os múltiplos da área. "Vamos fazer um novo processo de consolidação no setor de educação com a aquisição de um grupo no Rio Grande do Sul", disse o executivo.  

A volta do Advent ao setor de educação ocorreu com a aquisição da Faculdade da Serra Gaúcha (FSG), com cerca de 10 mil alunos, a maioria na cidade de Caxias do Sul. Agora, seu foco é consolidação. Na operação, cujo valor não foi revelado, estão incluídas ainda outras instituições do grupo da FSG: a Faculdade Tecnológica da Serra Gaúcha (FTSG) e a Faculdade América Latina (FAL).  

Etlin disse ainda que o Advent está voltando a olhar a Argentina, mas não deu mais detalhes. O Advent veio para o Brasil em 1997. Seu objetivo, conforme Etlin, é ficar 100 anos. Nesses 18 anos de Brasil, conforme ele, o fundo americano já passou por várias crises. Em sua visão, a única certeza que se tem quando se investe no Brasil e na América Latina é a volatilidade. "Não dá para saber se para cima ou para baixo", afirmou. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.