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EAS negocia parceria com grupo polonês

Depois da saída dos coreanos da Samsung, o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) aposta agora nos poloneses para resolver seus problemas com atrasos de encomendas para a Petrobrás. O EAS está em conversas avançadas com a empresa polonesa Remontowa e a companhia de engenharia LMG, segundo uma fonte que acompanha as negociações.

SABRINA VALLE / RIO , O Estado de S.Paulo

24 de março de 2012 | 03h08

A Remontowa entraria com tecnologia e a LMG, com projetos. As duas empresas já têm parcerias no exterior. No Brasil, a LMG presta serviços, por exemplo, ao grupo Jurong.

As conversas do EAS com a dupla são anteriores à saída da coreana Samsung do estaleiro e vinham sendo mantidas em paralelo. A Samsung tinha 6% do empreendimento e vendeu sua participação neste mês para as duas construtoras, que tinham como sócios Camargo Corrêa e Queiroz Galvão, agora com 50% de participação cada.

O movimento foi na direção contrária do que estava sendo negociado pela Petrobrás, com aval do governo, para evitar atrasos. As conversas se intensificaram depois da saída da Samsung, que possui um dos maiores estaleiros do mundo.

A Petrobrás negociava a ampliação da participação da Samsung para aproveitar a expertise do grupo e acelerar projetos, especialmente as sete sondas de perfuração para o pré-sal que a Petrobrás contratou, via Sete Brasil, para serem construídas no EAS. Cada uma custa cerca de US$ 800 milhões.

O estaleiro já tem problemas hoje no cronograma de entrega de navios para a Transpetro, sendo o caso mais famoso o do navio João Cândido, com mais de um ano de atraso e problemas de solda e nivelamento.

A presidente da Petrobrás, Graça Foster, entrou pessoalmente nas negociações, temendo morosidade na fabricação das sondas, o que atrasaria a exploração do pré-sal. Mas a Samsung resolveu deixar a parceria.

Segundo a fonte, as conversas azedaram, pois a Samsung queria construir na Coreia as duas primeiras sondas, de um total de sete. A Sete Brasil, empresa que tem a Petrobrás como sócia, queria que a construção se realizasse no Brasil.

O governo usa as encomendas da Petrobrás para fomentar a indústria naval brasileira.

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