EBX sofre de 'complexo de Schumacher', diz Eike

No discurso que marcou a cerimônia de adesão ao Novo Mercado da Bovespa das ações da empresa de petróleo e gás OGX, do grupo EBX, o empresário Eike Batista disse que o grupo sofre do "complexo de Schumacher", em referência ao piloto alemão Michael Schumacher, sete vezes campeão mundial de Fórmula 1. "Queremos ser sempre o número um. Continuaremos a fazer coisas grandes", disse Eike, presidente da EBX, holding que controla, além da OGX, empresas como MMX, na área de mineração, e LLX, que atua no campo de logística.Eike afirmou que a "fórmula de sucesso" do grupo EBX consiste na identificação de ativos de primeira ordem, que permitem gerar valor. "Identificamos diamantes não polidos", disse Batista. Junto aos recursos naturais que, na visão do executivo, o Brasil apresenta um potencial infinito, Eike elogiou os recursos humanos que estão por trás da empresa.O executivo elogiou a cultura de formação de talentos que permeia às estatais brasileiras. "É uma satisfação saber que tantos brasileiros de talentos foram treinados nas estatais, como a Eletrobrás, a Petrobras e Vale, que também foi uma ''bras''", comentou Batista. A própria OGX contratou diversos executivos e funcionários da Petrobras para executar o seu plano estratégico no setor de petróleo e gás natural.Segundo Batista, o sucesso da EBX também se explica pela conduta que a companhia conduz seus negócios, pautado na transparência, na ética e no respeito ao minoritário. O executivo deixou uma mensagem para os empresários brasileiros de que devem aprender a dividir riqueza que geram em suas empresas. "O modelo de capitalismo ibérico, que não divide com ninguém as riquezas geradas, é uma desgraça", criticou o presidente da EBX.O executivo afirmou ainda que outras empresas do setor de petróleo deveriam seguir caminho da OGX em direção ao mercado de capitais para os recursos necessários para o desenvolvimento dos seus projetos.A OGX foi a centésima empresa a aderir ao Novo Mercado da Bovespa. As ações da companhia farão parte do Índice de Governança Corporativa (IGC), da Bolsa paulista.

WELLINGTON BAHNEMANN, Agencia Estado

13 de junho de 2008 | 13h37

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