Economatica contesta informação de que a Vale passou a Petrobrás em valor de mercado

Cálculo sobre a mineradora leva em conta ações em tesouraria, que não devem ser consideradas, diz consultoria  

Economia & Negócios,

20 de agosto de 2010 | 10h34

A queda acumulada das ações da Petrobrás no ano, ajudada pelo recuo de mais de 3% no pregão de quinta-feira, 19, não significa que a companhia foi passada pela Vale em valor de mercado, afirma a Economatica.

A consultoria argumenta que o cálculo de valor de mercado não deve considerar ações em tesouraria, o que exclui os 77 milhões de papéis desse tipo que a Vale possui.

"Se o valor de mercado é, em teoria, o quanto um investidor gastaria para comprar todas as ações da empresa, as ações na tesouraria da empresa não devem ser computadas porque ao comprar todas as outras ações este investidor automaticamente passaria a ser dono também das ações que estão na posse da empresa (ações em tesouraria)", afirma Fernando Exel, presidente da Economatica, em comunicado enviado à imprensa.

O dado contesta informação veiculada nesta sexta-feira, 20, pelo Estado e outros veículos. As ações preferenciais da Petrobrás caíram 3,25% no pregão de quinta, enquanto as ordinárias recuaram 3,65%. Com a queda acumulada no ano, o valor de mercado da Petrobrás caiu R$ 94 bilhões, e está em R$ 253,132 bilhões até o fechamento de quinta.

O valor de mercado da Vale, sem considerar as ações em tesouraria, é de R$ 251,4 bilhões, ao contrário dos R$ 254,914 bilhões na outra metodologia de cálculo. Com isso, a consultoria afirma que a Petrobrás continua a ser a maior empresa da América Latina em valor mercado.

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