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Economia ainda forte no primeiro trimestre do ano

O Índice do Nível de Atividade do Banco Central (IBC-Br), indicador coincidente mensal do Produto Interno Bruto (PIB), mostrou ótimo desempenho em março (crescimento de 0,5%). A média do indicador dessazonalizado no primeiro trimestre ficou 1,3% acima da média do trimestre anterior.

Thaís Marzola Zara, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2011 | 00h00

Fazendo o ajuste sazonal dos dados do IBC-Br diretamente em sua série trimestral, pela mesma metodologia utilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na dessazonalização do PIB, teríamos uma expansão de 1,6% no primeiro trimestre.

Na métrica anualizada, mais comumente utilizada internacionalmente, isto é o equivalente a uma expansão de 6,4%.

Um desempenho ainda impressionante, sem dúvida, que ajudou a inflação a voltar a ser tema de capa - ainda mais quando se leva em conta que um ambiente tão aquecido acaba por amplificar os efeitos de pressões inflacionárias importadas (choques de custos).

Mas a boa notícia, pelo menos no que diz respeito à inflação, é que tal desempenho não deve se repetir ao longo do ano.

No segundo trimestre, já devemos ter alguns sinais (ainda que modestos) de desaceleração da economia.

É na segunda metade do ano que as medidas mais restritivas de política monetária, tomadas desde o início do ano, deverão começar a ter efeitos mais palpáveis sobre a atividade doméstica.

Mas, cuidado: nem tanto ao céu, nem tanto à terra. O mercado de trabalho apertado deve viabilizar reajustes nominais fortes das categorias mais importantes e continuar sustentando um nível elevado de consumo; além disso, o crédito ainda colabora positivamente.

Ou seja, o crescimento em 2011 não deve ser muito inferior à nossa expectativa de 4,5% - aliás, com estes dados mais fortes do primeiro trimestre, é possível que algumas casas corrijam excessos de revisão da projeção de PIB deste ano para baixo.

Tampouco a desaceleração será suficiente para trazer a inflação à meta em 2011 (a missão será cumprida se não ultrapassar o teto).

Pelo menos, tudo indica que esta trajetória menos robusta do PIB e uma política monetária progressivamente mais restritiva podem ajudar a evitar que 2012 seja outro ano de inflação muito acima da meta.

ECONOMISTA-CHEFE DA ROSENBERG CONSULTORES ASSOCIADOS E MESTRE EM ECONOMIA PELA USP

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