Economia americana cresce a um ritmo mais lento

A economia dos Estados Unidos cresceu a um ritmo anual de mais de 3% durante nove trimestres, mas a recuperação desde a recessão de 2001 foi a mais fraca em mais de meio século, informou nesta sexta-feira o Governo. O Departamento de Comércio disse que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu no segundo trimestre deste ano a um ritmo anualizado de 3,4%, quatro décimos a menos do que no trimestre anterior. A relação de crescimentos trimestrais maiores do que 3% é a mais longa desde os 13 trimestres encerrados em março de 1986.No mesmo relatório, o Departamento de Comércio corrigiu os números de trimestres anteriores. Os ajustes mostram que o crescimento econômico ao longo dos últimos três anos foi mais fraco que o calculado antes. Entre 2002 e 2004, o PIB dos Estados Unidos cresceu a um ritmo do 2,8%, em vez dos 3,1% anuais calculados inicialmente pelo Governo. Os novos dados indicam que a recuperação que se seguiu à recessão de 2001 foi a mais fraca desde a II Guerra Mundial. No período de 12 meses encerrado em junho, a economia americana cresceu 3,6%. O ritmo da inflação diminuiu, segundo o relatório do Governo. O Federal Reserve (Fed, banco central americano) prefere como medida da inflação o índice de preços ao consumidor. Excluindo os preços de alimentos e energia, que são os mais voláteis, esse índice, anualizado, foi de 1,8% considerado o período de abril a junho. Nos três primeiros meses do ano, os preços subiram com um ritmo anualizado de 2,4%.Ajustado pela inflação, o PIB, que inclui todos os bens e serviços produzidos pela economia dos EUA, subiu para US$ 11,1 trilhões no segundo trimestre. O déficit dos Estados Unidos em seu comércio exterior, que no primeiro trimestre fora de US$ 697,5 bilhões, caiu para US$ 679,8 bilhões no segundo trimestre. Essa diminuição do déficit acrescentou 1,6 ponto percentual ao PIB, a maior contribuição desde o quarto trimestre de 1996.A correção e o ajuste dos números divulgados hoje pelo Departamento de Comércio, relativo a até 2002, surpreenderam os analistas, pois mostraram um crescimento mais lento e uma inflação mais alta do que dados anteriores. As despesas de consumo pessoal subiram entre janeiro de 2002 e dezembro de 2004 a um ritmo anual de 1,7%, três décimos acima do informado anteriormente. A correção reflete, em grande medida, os preços mais altos dos seguros médicos e dos serviços financeiros.

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