Economia americana cresceu 3,3% no segundo trimestre

O Governo americano confirmou hoje que a economia dos Estados Unidos cresceu a um ritmo anual de 3,3% entre abril e junho, e agora os analistas calculam o impacto dos furacões que castigaram a região do Golfo do México. O Departamento do Comércio, em seu ajuste de números, manteve o cálculo do ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que ficou cinco décimos abaixo do primeiro trimestre. "Os números mostram que a economia se mantém robusta e tem capacidade de recuperação", afirmou o secretário do Comércio, Carlos Gutierrez. "Agora a melhor política é a que estimule o emprego, especialmente nas áreas atingidas pelos furacões", acrescentou. O secretário do Comércio, Carlos Gutierrez (à direita) ao lado do presidente da Bolsa de Nova York, John Thain, abriu nesta quinta-feira os negócios no mercado de ações Na quarta-feira, o principal assessor econômico da Casa Branca, Ben Bernanke, destacou que provavelmente os furacões, a destruição material e o deslocamento de população na região do Golfo do México farão o crescimento do terceiro trimestre diminuir meio ponto percentual. A maioria dos analistas calcula que no atual trimestre, que acaba na sexta-feira, a economia crescerá a um ritmo anual de 3,5%. Antes dos furacões, os especialistas apontavam um possível ritmo anual de expansão de 4,1%. Os furacões, que prejudicaram a extração de petróleo no golfo, e o refino no Texas e na Louisiana, provocaram outro aumento dos preços dos combustíveis, o que diminui o dinheiro dos consumidores para outras despesas. Mercado de trabalho Paralelamente, o Departamento de Trabalho informou hoje que o número de pedidos de seguro-desemprego nos EUA caiu na semana passada em 79.000 e ficou em 356.000, dos quais cerca de 60.000 estiveram ligados aos efeitos do Katrina. Nas últimas quatro semanas, aproximadamente 279.000 pessoas atingidas pelo Katrina entraram com pedidos de seguro-desemprego, um benefício pago pelos Governos dos estados, em geral por aproximadamente 26 semanas. Cenário A conjuntura econômica está repleta de incertezas e de dados ambíguos. O Federal Reserve (Fed, banco central americano), por exemplo, decidiu em sua reunião de 20 de setembro aplicar uma nova alta dos juros para conter a inflação. No entanto, segundo alguns analistas, o Fed não poderá manter as altas gradativas que vem aplicando desde junho de 2004 se os consumidores, preocupados com o alto preço dos combustíveis e atingidos pelas perdas de postos de trabalho devido aos furacões, diminuírem o ritmo de sua despesa.

Agencia Estado,

29 Setembro 2005 | 14h10

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.