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Economia americana desacelera e cresce 2,2%

Crescimento do PIB no 1º trimestre ficou aquém do período anterior, que foi de 3%

GUSTAVO CHACRA , CORRESPONDENTE , NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2012 | 03h09

A economia dos Estados Unidos apresentou uma leve desaceleração no primeiro trimestre deste ano, com o Produto Interno Bruto (PIB) crescendo 2,2%, segundo dados publicados pelo Departamento do Comércio ontem.

A falta de investimento privado foi, segundo os dados, a principal causa para o crescimento ter ficado aquém do atingido no quarto trimestre do ano passado, quando houve elevação de 3%. O número poderia ter sido ainda pior, caso o consumo e as exportações não tivessem melhorado ao longo dos primeiros três meses em comparação com o último período de 2011, afirma o Departamento do Comércio em seu relatório.

O resultado é uma má notícia para o presidente Barack Obama. De acordo com analistas, o atual ocupante da Casa Branca corre o risco de não ser reeleito caso o cenário econômico não seja positivo na época da eleição.

O republicano Mitt Romney, seu provável adversário em novembro e um experiente executivo, deve focar a sua campanha no desempenho da atual administração na economia.

Josh Bivens, do Economic Policy Institute, afirma que o crescimento de "2,2% nos primeiros três meses de 2012 confirma uma tendência de que a economia dos Estados Unidos está expandindo". "Mas também está claro que a taxa de expansão é muito lenta para permitir uma redução do desemprego."

Emprego. Atualmente, segundo o Departamento do Trabalho nos Estados Unidos, o índice de desemprego é de 8,2% e a taxa vem caindo lentamente desde meados de 2009. O problema é que o número ainda está bem distante do período anterior à crise.

A criação de novos postos de trabalho também perdeu fôlego, apesar de ainda ser positiva. Na próxima sexta, será publicado o resultado de abril.

Apesar de o crescimento americano ainda não ser o ideal, o país tem conseguido evitar uma deterioração como na Europa, onde o Reino Unido entrou novamente em recessão e o desemprego na Espanha bateu recorde, com uma em cada quatro pessoas sem trabalho. Há quase três anos, o PIB dos EUA tem se elevado, com um avanço ainda mais intenso ao longo de 2011.

Nesta semana, o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) reviu a sua previsão de crescimento para cima neste ano. Antes, era de 2,2% a 2,7%. Agora, é de 2,4% a 2,9%.

Em relação ao desemprego, ainda há ceticismo. A previsão é de que, mesmo em 2014, com uma taxa de 6,7%, estará bem acima do período pré-crise.

Segundo pesquisa da Reuters, o índice de confiança do consumidor se manteve praticamente estável em abril, quando comparado a março, com uma variação de 76,2 para 76,4.

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