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E-Investidor: como a queda do PIB afeta o mercado financeiro

Economia americana recua 6,3% no 4º trimestre

A economia dos Estados Unidos encolheu 6,3% no quarto trimestre do ano passado, em base anualizada, a maior contração em 26 anos, segundo divulgou ontem o Departamento do Comércio. O dado revisado é final. Antes, o órgão havia estimado contração de 6,2%. Economistas esperavam que a revisão apontasse uma queda maior do Produto Interno Bruto (PIB), de 6,6% no período. Em todo o ano de 2008, o crescimento da economia dos EUA foi de 1,1%, o menor desde 2001. A revisão dos números do quarto trimestre de 2008 mostra uma liquidação dos estoques das empresas superior à prevista. Os estoques das empresas caíram US$ 25,8 bilhões no período, acima do volume de US$ 19,9 bilhões do cálculo anterior. Os estoques reduziram 0,11 ponto porcentual do PIB do quarto trimestre. Os gastos dos consumidores, que representam quase 70% do PIB americano, caíram a um ritmo anual de 4,3% no último trimestre do ano passado. Essa também foi a primeira vez desde 1947 em que a despesa dos consumidores americanos caiu mais de 3% durante três trimestres consecutivos. A desaceleração da economia dos EUA diminuiu os lucros das empresas em 16,3% entre o terceiro e o quarto trimestres de 2008. Foi a maior diminuição trimestral verificada desde 1953, quando a queda foi de 16,9%. O Departamento de Trabalho dos EUA também informou ontem que o número de pessoas que recebem o seguro-desemprego no país aumentou em 122 mil na semana do dia 15 de março, a última analisada pelo governo americano, e alcançou o número inédito de 5,56 milhões de beneficiados.REGULAÇÃO FINANCEIRAO secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, apresentou hoje no Congresso sua nova proposta de regulação dos mercados financeiros, na qual é concedido ao governo um maior poder de controle sobre as grandes instituições financeiras. Geithner explicou que a atual crise foi provocada por uma regulação "instável e frágil", por isso agora são necessárias "normas mais duras de abertura, transparência e bom senso". A proposta de Geithner colocará pela primeira vez sob a supervisão do governo americano os fundos de alto risco, os fundos de capital risco e os mercados de derivados, onde são negociados alguns dos produtos mais sofisticados e complexos. Essas entidades terão de se registrar na Securities and Exchange Commission (SEC, comissão de valores mobiliários americana). O secretário também propôs a criação de um agente regulador que obrigue as grandes instituições a reforçar seu capital, reduzir os empréstimos e que tenha a capacidade para tomar o controle dessas empresas, no caso de problemas. Os bancos também estariam obrigados a aumentar suas ofertas de capital em momentos de grande auge do crédito, segundo a proposta de Geithner. NÚMEROSUS$ 26 bilhõesfoi quanto os estoques das empresas caíram 4,3%foi a queda do gasto familiar16,3%foi a queda do lucro das empresas

Agências internacionais, WASHINGTON, O Estadao de S.Paulo

27 de março de 2009 | 00h00

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