Economia argentina vai crescer menos

O ministro da Economia da Argentina, José Luis Machinea, admite pensar em uma taxa de crescimento de 3,5% para este ano, em lugar dos 4% projetados pelo governo. Nos últimos meses, a reativação econômica não se concretizou e a arrecadação de impostos não aumentou. Depois de 20 dias do ajuste fiscal, foi a primeira vez que o governo argentino admite uma revisão, para menor, da estimativa de crescimento para este ano.Depois de 25 meses de recessão econômica, o presidente Fernando de la Rúa, trava uma batalha, até agora mal sucedida, para reativar a economia. O contexto internacional de juros em alta foi desfavorável. Há também o problema da meta de déficit fiscal de 4,7 bilhões de pesos. Apesar do comprometimento das cifras fiscais, o ministro Machinea reitera que não renegociará as metas para o segundo semestre com o FMI. Analistas apostam em crescimento menor este ano O economista Miguel Angel Broda afirmou que a taxa de crescimento será ainda menor que os 3,5% previstos por Machinea. Ele fala em apenas 2,1%. Martín Redrado, economista chefe da Fundação Capital, prevê um crescimento de no máximo 2,4%. Já Abel Viglione, perito em economia real da consultoria Fiel, é mais otimista. Ele não descarta a possibilidade de que a reativação se concretize no segundo semestre.

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