Diego Vega/EFE
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Economia brasileira ‘ainda é muito fechada’, diz Dilma

Em evento com empresários na Colômbia, presidente defendeu a abertura da economia brasileira

Adriano Ceolin , O Estado de S. Paulo

09 de outubro de 2015 | 22h01

BOGOTÁ - A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira que a economia brasileira "ainda é muito fechada" ao participar de um fórum de empresários brasileiros e colombianos na Câmara de Comércio de Bogotá. Ela defendeu o aumento das relações comerciais e políticas com os países da América do Sul como uma medida para enfrentar a crise econômica mundial.

"O Brasil é uma economia muito fechada. Nós hoje estamos vendo uma forma de abrir a economia brasileira para o resto do mundo", disse Dilma. A presidente citou ainda que a crise econômica mundial é uma oportunidade de fazer mudanças. "As crises são muito dolorosas para que a gente as desperdice", completou.

A presidente disse que o recente acordo comercial firmado pelos Estados Unidos com mais 11 países banhados pelo Pacífico não atrapalha futuros entendimentos do bloco com o Mercosul. "A integração entre esses dois agrupamentos regionais só nos trará benefícios.

Os modelos de inserção de um país não impedem a integração com países que optaram por esquemas diferentes", ressaltou. Falando para um grupo de cerca de cinquenta empresários colombianos e brasileiros que investem nos respectivos países, a presidente afirmou ainda que "ninguém pode evitar os ciclos" de expansão e redução da economia. "O que nós temos de fazer é que nossas economias sejam mais robustas e capazes de transitar por esses períodos", disse.

Para a presidente, a América do Sul precisa ser vista como "verdadeira uma mina de ouro para os negócios". "Somos um mercado de 600 milhões de consumidores. Nós não temos conflitos religiosos, não temos guerras étnicas", disse. Ainda na reunião com empresários de Brasil e Colômbia, se Dilma referiu à necessidade de se promover ajustes a economia. "É fato que o Brasil enfrenta dificuldades", disse. "Temos de voltar a perseguir o reequilíbrio fiscal E essa meta tem de se combinar com a redução da inflação."

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