Economia brasileira criou 1,6 milhão de empregos em 2007

A informação foi antecipada pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi

Isabel Sobral, da Agência Estado,

15 de janeiro de 2008 | 16h44

A economia brasileira gerou 1,6 milhão de empregos em 2007. A informação foi antecipada pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. Os dados oficiais e detalhados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de dezembro e de todo o ano passado serão divulgados pelo Ministério do Trabalho na próxima quinta-feira, dia 17. Lupi não deu detalhes sobre o resultado do Caged, mas informou o número de 2007 ao fazer uma exposição em que comemorou o fato de a economia brasileira ter crescido mais de 5% no ano passado e apostou na continuidade do crescimento em 2008. "Vamos novamente bater recorde. Já batemos em 2007 com mais de 1,6 milhão de novos postos formais, e vamos bater em 2008 com mais de 1,8 milhão novos postos", afirmou o ministro. O recorde do Caged até agora era o resultado de 2004 quando as empresas privadas criaram 1,523 milhão de empregos formais. A série histórica do Caged foi iniciada em 1992. Lupi disse que o bom desempenho do mercado de trabalho formal no ano passado reflete o crescimento da economia. Até o terceiro trimestre de 2007, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 5,2%. Para o ministro, o crescimento econômico em 2008 será maior que 6%. "Eu estou afirmando que o Brasil vai crescer mais de 6% este ano, impulsionado pela demanda interna e pela distribuição de renda, podem escrever aí", afirmou.  Dados até novembro De janeiro a novembro de 2007, os dados do Caged já apontavam para um novo recorde. O resultado acumulado no período somava 1,936 milhão de vagas formais de trabalho. No mesmo período de 2004, o saldo positivo era de 1,875 milhão de empregos. O mês de dezembro, entretanto, normalmente registra um saldo negativo na geração de empregos que tende a puxar o dado acumulado até novembro para baixo.  O aumento das dispensas no último mês do ano é provocado pela redução de produção da indústria e das vendas do comércio. Até novembro, todos os setores da economia geraram mais postos de trabalho com carteira assinada, mas tiveram destaque o setor industrial, particularmente a construção civil, e o setor de serviços.

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