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Economia brasileira segue atrativa, diz Goldman Sachs

Segundo o banco americano, País é atraente pela alta taxa de juros e deve ser alvo de fusões e aquisições

Luiz Guilherme Gerbelli, O Estado de S. Paulo

10 de junho de 2015 | 08h00

O Brasil segue atrativo para os investidores, apesar do cenário econômico perverso que combina inflação elevada e recessão. Na avaliação do presidente do banco americano Goldman Sachs, Gary Cohn, superada a crise financeira de 2008-2009, as companhias estão buscando uma expansão geográfica por meio de fusões e aquisições – e o Brasil passa por esse movimento. “Depois de passar pela crise, as empresas estão buscando se expandir geograficamente”, diz Gary Cohn, presidente do Goldman Sachs.

A elevada taxa de juros reais (já descontada a inflação) também se tornou um fator substancial de atração da economia brasileira – na semana passada, o Banco Central elevou a taxa básica de juro (Selic) em mais 0,50 ponto porcentual, para 13,75% ao ano. A nova alta reforçou a posição do Brasil de ter o juro real mais elevado do mundo num momento em que grandes economias têm um juro real negativo. "O Brasil é um dos poucos países com taxas de juros positivas", afirma Cohn. "Estamos no mundo da renda fixa. É difícil ignorar essa oportunidade (da taxa de juros real)", diz. 

Em dezembro do ano passado, segundo dados do Banco Central, o ativo total do Goldman Sachs era de R$ 5,966 bilhões. Em dezembro de 2013, o montante somava U$ 4,874 bilhões.

Para Cohn, o crescimento econômico em todo o mundo – e não só no Brasil – deixou a desejar. Mas ele acredita que os programas de estímulos promovidos por bancos centrais, como o Europeu, por exemplo, começaram a surtir efeito na economia, o que pode ser um sinal de recuperação. "Estamos vendo uma economia global que não está criando o tipo de crescimento que  nós gostaríamos de ver", disse. "Os programas de quantitative easing (estímulos) que os bancos centrais fizeram começaram a funcionar. E os nosso clientes estão reagindo a isso. E isso cria oportunidade para nós. Na America Latina e no Brasil não é diferente." 

Recuperação. Na avaliação do banco, a mudança nas políticas monetária e fiscal adotadas pela nova equipe econômica devem trazer de volta o  crescimento do Brasil. "A preocupação com a possibilidade de o Brasil perder o grau de investimento diminuiu significativamente por causa das medidas adotadas", disse Paulo Leme, presidente do Goldman Sachs. "No curto prazo, a economia vai passar por um ajuste, que significa uma atividade econômica menor, mas isso prepara a economia para um perspectiva de recuperação no próximo ano."

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