Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Economia brasileira vive momento auspicioso, diz Lula

Presidente destaca reservas do País e crescimento da construção civil e volta a defender etanol

Anne Warth, da Agência Estado,

28 de setembro de 2007 | 14h03

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira, 28, que o Brasil vive um "momento auspicioso" em termos econômicos. "Antes de chegarmos à presidência da República, o Brasil devia ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e ao Clube de Paris. Hoje temos reservas internacionais de US$ 162 bilhões e não estamos nem um pouco preocupados com a crise dos Estados Unidos", afirmou, durante visita às obras do campus da Universidade Federal do ABC (UFABC), em Santo André, na Grande São Paulo.  "A construção civil, que não crescia há 20 anos, hoje cresce 20% ao ano. Além disso, temos uma matriz energética invejável e andamos o mundo discutindo o biocombustível e o álcool", acrescentou. Lula reiterou que os biocombustíveis e o etanol não vão aumentar a fome mundial. "Na África, não se planta um pé de cana e ainda assim há fome. A fome hoje não é pela falta de alimento, mas sim pela falta de dinheiro para comprar alimento", declarou. O presidente destacou que os avanços na área de biotecnologia permitem que a colheita de cana por hectare hoje seja 4,5 vezes maior do que em 1975. Ao comparar petróleo e etanol, Lula disse que uma plataforma de petróleo para prospecção de 200 barris por dia custa US$ 2 bilhões, emprega sete mil pessoas durante sua construção e gera 700 postos de trabalho depois de pronto. "O Brasil hoje tem condições de fazer uma plataforma, mas em 2002 nossos adversários diziam que não tínhamos condições de construir uma plataforma aqui. Nós compramos uma briga e mostramos que a engenharia brasileira tem alto conhecimento tecnológico", disse. O presidente disse que países mais pobres da África e da América Latina poderão gerar emprego e distribuir renda se receberam investimentos para a produção de biocombustíveis. "Em vez de comprarmos só dos príncipes das arábias, vai ser dos pobres da África e da América Latina", afirmou.

Tudo o que sabemos sobre:
Lulaetanolcrescimento

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.