Economia britânica parece ter saído da recessão, diz BC inglês

A Grã-Bretanha parece estar saindo da recessão, mas alguns problemas podem ser obstáculos à recuperação, disse o economista-chefe do banco central da Inglaterra, Spencer Dale, nesta quarta-feira.

REUTERS

02 de dezembro de 2009 | 09h30

Dale disse que o BC precisa ficar atento ao risco de que a política de "quantitative easing" eleve os preços dos ativos mas que não há evidências de que isso esteja acontecendo ainda. Ele também minimizou as divergências que possam existir entre os formuladores de políticas monetárias sobre o grau de necessidade de estímulos.

"A economia parece ter voltado", afirmou Dale a empresários no leste da Inglaterra. "Há uma série de evidências de pesquisas empresariais, dos agentes regionais do banco, e de índices recentes de que a economia começou a se estabilizar e que nós devemos passar por um período de expansão renovada."

Dale disse que o estímulo fiscal e financeiro, junto com uma libra mais desvalorizada, está ajudando a recuperação, mas alertou que a economia enfrenta ajustes estruturais necessários, e as condições de crédito devem se manter apertadas.

"A recuperação no nível da atividade econômica deve continuar relativamente baixa", disse ele.

A inflação pode subir acima de 3 por cento no início do ano que vem, disse Dale, forçando o presidente do banco central, Mervyn King, a escrever uma carta explicativa ao governo, mas a alta deve ser temporária.

"A pressão baixista da persistente margem de capacidade ociosa deve fazer a inflação cair de volta ao objetivo de dois por cento, apesar de que essa pressão deve desaparecer gradualmente com a recuperação da economia", disse ele.

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