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Economia chinesa dá sinais de retomada

Em agosto, produção industrial do gigante asiático atingiu maior nível em 17 meses e vendas no varejo registraram melhor desempenho do ano

Reuters, O Estado de S.Paulo

11 de setembro de 2013 | 02h10

PEQUIM - Uma produção industrial mais forte que o esperado reforçou outros sinais de que a economia da China está se estabilizando depois de desacelerar por mais de dois anos, no momento em que os principais mercados emergentes se prepararam para a possível redução dos estímulos dos Estados Unidos.

O crescimento da produção industrial atingiu o nível máximo em 17 meses e as vendas no varejo cresceram no ritmo mais rápido do ano em agosto, elevando a confiança de que, após desacelerar em nove dos últimos dez trimestres, a segunda maior economia do mundo pode estar retomando o ímpeto.

Mas qualquer recuperação deve ser turbulenta. Os líderes da China deixaram claro que podem aceitar um crescimento mais lento, conforme tentam diminuir a dependência da economia do investimento e das exportações em favor do consumo doméstico.

E investidores estão preocupados sobre como as economias emergentes vão agir quando o Banco Central dos EUA reduzir seu estímulo monetário, possivelmente já na próxima semana, embora analistas digam que a China está melhor posicionada do que outros. "Os números melhores do que o esperado mostraram que o ímpeto da recuperação da economia da China é mais forte do que as expectativas do mercado", disse Li Huiyong, economista do Shenyin & Wanguo Securities.

O governo determinou uma meta de crescimento para 2013 de 7,5%, o que seria o resultado mais fraco em mais de duas décadas. A produção industrial saltou 10,4% em agosto na comparação com o ano anterior, acelerando ante 9,7% em julho e registrando o maior aumento desde março de 2012, informou a Agência Nacional de Estatísticas. E as vendas no varejo subiram 13,4% em agosto na comparação anual, crescimento mais rápido neste ano.

Dados do Banco Central chinês mostraram novos empréstimos bancários de 711,3 bilhões de iuanes (US$ 116,2 bilhões) em agosto, acima da expectativa de 700 bilhões de iuanes apontada em pesquisa feita pela agência de notícias Reuters em mais um sinal de confiança.

Bolsas. As ações asiáticas atingiram ontem os níveis máximos dos últimos três meses, frente a essas novas evidências que sugerem que a China pode estar deixando para trás a desaceleração econômica, ao mesmo tempo em que diminuem os temores de um ataque militar dos EUA contra a Síria.

Os dados chineses favoráveis de produção industrial e vendas no varejo ampliaram as crescentes evidências de que a desaceleração econômica da China pode ter chegado ao fim.

Para o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, além de os dados apontarem para uma economia mais firme, o país vai avançar com a reforma da taxa de juros e abrir mais sua indústria financeira.

"Os principais índices econômicos, incluindo os indicadores antecedentes, como PMI, preços ao produtor, produção industrial, consumo de energia e tráfego de frete, no período recente e particularmente em agosto, mostraram sinais de recuperação", disse Li a empresários na véspera da abertura o Fórum Econômico Mundial no norte da China.

Li disse que a China poderia ter tido uma retração econômica ao mudar sua política macroeconômica, gastando mais e aumentando o déficit fiscal, e afrouxando a política monetária, em comentários da reunião transmitidos pela internet.

"Nós optamos pela outra alternativa - ficarmos tranquilos e lidar calmamente com os problemas, tomar medidas abrangentes, mas direcionadas", disse ele na reunião.

"Em particular, queremos maximizar os benefícios das reformas, revitalizar os mercados, reestruturar a economia e mudar o modelo de crescimento, ao mesmo tempo também estabilizando o crescimento. Todas essas medidas têm mostrado alguns efeitos", afirmou o primeiro-ministro.

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