Economia contribui para melhora da confiança do consumidor

Na ótica do consumidor, a economia está blindada e não está sofrendo os efeitos da atual turbulência política. A avaliação é do economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Aloísio Campelo, ao comentar os resultados da 22ª Sondagem das Expectativas do Consumidor, referente ao mês de setembro e divulgada hoje pela FGV. Campelo observou que a evolução da economia dos últimos meses desacelerou, mas foi uma "desaceleração suave", que mostrou ao consumidor que a economia "não estava no fundo do poço". Campelo admitiu que as últimas divulgações do Produto Interno Bruto (PIB) podem ter animado o humor do consumidor.O economista da FGV destacou que a sondagem mostrava, nos meses de junho, julho e agosto, uma queda na confiança do consumidor originada basicamente da crise política e que o mês de setembro, pelos resultados da sondagem, foi o que primeiro apresentou sinais de uma recuperação da confiança do consumidor.Perspectivas Para os próximos meses, Campelo considerou que as perspectivas também são favoráveis, por vários motivos. Entre eles, está o aquecimento do mercado interno no segundo semestre, que historicamente ocorre nos últimos seis meses do ano; e o impacto da recente redução na taxa básica de juros (Selic).A pesquisa destaca que subiu de 25,6% para 29,8%, de agosto para setembro, a parcela dos entrevistados que acreditam em melhora na situação econômica do País nos próximos seis meses.Situação financeiraDe acordo com Campelo, a piora nos indicadores de equilíbrio financeiro do consumidor, e a intenção do brasileiro de gastar menos com bens de alto valor podem estar apontando perda de fôlego no fenômeno de expansão de crédito.A pesquisa da FGV mostrou que caiu de 12,3% para 12%, de agosto para setembro, a parcela dos entrevistados que disseram estar poupando, no momento de apuração da pesquisa. De acordo com a Fundação, a parcela de 12% foi a menor apurada pela série histórica da pesquisa, nesse tipo de pergunta. Por outro lado, subiu de 28,3% em agosto para 31,9% em setembro a parcela dos analisados pela pesquisa que informaram estar se endividando.

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